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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Somos todos iranianos

Postado por Onlymehdi, segunda-feira, 27 de julho de 2009, em "People & Portrait and Portfolio".

Sou Mehdi Saharkhiz, filho do jornalista e ativista político Isa Saharkhiz. Ele está na prisão por dizer o que pensa dos ditadores que fraudaram as eleições no Irã. Quando foi seqüestrado teve uma de suas costelas quebrada, é mantido em isolamento, em local não divulgado. Meu pai dedicou a sua vida a fim de depor o Xá e ajudar no estabelecimento da República Islâmica do Irã, uma república que supostamente seria livre e que respeitaria os votos, vozes e opiniões das pessoas. Meu pai passou anos combatendo Saddam que tinha entrado ilegalmente em território iraniano e instituído uma guerra contra o povo iraniano. Ele lutou junto com seu irmão, o meu tio Saeed, que acabou por ser morto na guerra, ao lado de milhões de outros corajosos iranianos. Ele lutou por meus direitos. Ele lutou pelos direitos dos iranianos. Eles o recompensaram colocando-o atrás das grades do isolamento.

Em sua conferência pós-eleitoral, Ahmadinejad afirmou: "Estamos perto da absoluta liberdade no Irã" e ele convidou as potências ocidentais a aprender com a democracia no Irã. Ele se esqueceu de explicar, no entanto, como funciona a sua democracia. Ele não explicou como a sua grande visão de democracia inclui quebrar todos os canais de comunicação da oposição, roubar livros e outros materiais e vandalizar o local. Em nenhuma parte na fala dele ele explica onde estavam a liberdade e a democracia quando quatro trogloditas se dirigem até uma casa e ameaçam arrombar a porta, quando a ocupante, uma jovem apavorada de 19 anos, diz estar sozinha em casa.

Sr. Ahamdinejad, é esta a sua democracia? A que destruiu a editora de meu pai? É essa a sua liberdade? A que aterroriza a minha irmã? Por coisas assim, eu não devo e não posso ser omisso.

Que "liberdade" é essa quando na relação de pessoas presas aparece apenas o nome de alguns presos? E presos sem mandado? Sem motivo explícito? Cujo único crime foi levantar-se e falar em nome da verdadeira liberdade e da verdadeira democracia? Em nome da liberdade e da democracia, não devemos ignorar e silenciar.

Até agora, todos nós sabemos o que aconteceu com Neda. Sua história, as imagens do modo como ela viveu e como ela foi assassinada. Enquanto Ahmadidnejad insiste em responsabilizar o "inimigo" estrangeiro pela morte dela; o médico que tentou ajudá-la em seus últimos momentos confirmou o assassino como um membro da milícia privada "Basij". A Basij teria sido criada para proteger as pessoas, mas, na prática, seus membros estão atirando contra pessoas desarmadas que lutam pacificamente pela liberdade dos iranianos. Se realmente foi um estrangeiro quem matou Neda, por que então o governo obrigou todas as mesquitas a cancelar a cerimônia do funeral dela? Por uma alma INOCENTE, não devemos silenciar.

E o que dizer de Sohrab? Ele está desaparecido há 26 dias, sua mãe pediu às autoridades para revelar o paradeiro do seu filho. A Procuradoria-Geral da República disse-lhe que seu filho estava na prisão de Evin. Após 26 dias, a família de Sohrab foi informada que Sohrab estava morto. Ele foi baleado no coração. Ele foi mais tarde encontrado ao lado de tantos outros que tinham sido assassinados. Ele foi um sortudo... Porque foi identificado. A família dele poderia, pelo menos, saber o que aconteceu com ele. Qual foi seu crime? Ele também foi baleado por estrangeiros? Se assim foi, por que razão os participantes do funeral foram obrigados a silenciar sob o risco do cancelamento da cerimônia? Em seu nome... Em nome de Sohrab... Não podemos silenciar.

Ahmadinejad, o preço pago para a sua "absoluta liberdade" tem sido extremamente elevado, e a cada dia aumenta. A lista de mortos cresce a todo o momento. Todos eles foram mortos por estrangeiros? Você não é o único responsável por proteger nosso país contra invasores, de manter seguras nossas fronteiras? Como é, então, que esses estrangeiros entram em nosso país portando armas? Ninguém no mundo acredita mais em suas mentiras. Sabemos todos que os iranianos estão sendo agredidos e assassinados sob suas ordens e dos que o apóiam. Os únicos estrangeiros [Hesbollah] são os que você tem treinado (como foi confirmado por um dos seus comandantes) e levados para o Irã para serem mais cruéis do que seus assassinos caseiros.

Diga-me, algum dos teus filhos já foi atingido por um cassetete? Algum dos teus filhos já passou por uma prisão? Algum dos teus filhos já foi torturado? Você já sentiu a dor de uma mãe chorando sobre o corpo do seu filho, ou as lágrimas de um pai que nunca verá sua filha em um vestido de noiva? Por causa das lágrimas, da dor, dos nossos pais, mães, e até mesmo filhos, nunca podemos silenciar.

Eu só sinto o que você chama de liberdade quando eu leio um jornal financiado pelo estado e quando assisto à TV estatal. Os quais, tal qual seu governo, acusam pessoas absolutamente baseados em mentiras e engodos, principalmente, em nome da religião. Eles atacam até mesmo os que ocuparam os postos mais altos do governo, incluindo ex-presidentes e ex-primeiros-ministros. Esta liberdade absoluta só se estende a seus adeptos. Todas as publicações ou até mesmo a mídia com o mais fraco aroma de oposição, têm cada linha examinada pelos seus censores, suas páginas rasgadas ou impressas em branco. Se pelo menos essas páginas em branco pudessem ser preenchidas com a verdade, com os tweets, e-mails e facebooks que nosso povo usa para se expressar, o povo iraniano poderia finalmente ler a verdade sobre o que está acontecendo em seu próprio país.

Sua mídia fantoche só pode vir de alguém sem nada melhor para fazer do que culpar outros países de todo e qualquer mal que o iraniano sofre. A marca de um verdadeiro ditador, tentando desviar críticas culpando tudo o que acontece de ruim às influências externas. No entanto, eu entendo porque você nega os mais hediondos ditadores... Você, em muito, se identifica com eles. Na verdade, porém, você tornou-se profundamente hediondo. Você inflige atrocidades contra seu próprio povo, contra sua própria religião.

Ahmadinejad, sua proclamação de liberdade está oca. Tal como o seu crédito durante seu discurso na ONU. Os iranianos e o mundo vêem você como você é: um ditador, e você não pode levar uma democracia enquanto ditador. Em qualquer democracia, o povo é necessário. Quando você tortura e mata o povo, ele não fica com você, mas vai levantar-se e opor-se, e o único resultado será a sua queda. A tua queda e a queda daqueles que defendem o que deveriam combater... Como todos os ditadores antes de você, você será varrido como "sujeira e poeira". (Khas o Khashak)

Hoje milhões de pessoas em todo o mundo se posicionam ao nosso lado. Eles estão com o Irã e com o seu povo contra o homicídio, contra a opressão, e contra a ditadura. Até que meu pai esteja livre, até que minha irmã e muitos outros parem de ser ameaçados, até que todos os iranianos estejam LIVRES e possam se levantar conosco em liberdade e sem medo, nós nunca silenciaremos. Estamos todos juntos, e "o mundo está vendo".

http://onlymehdi.aminus3.com/

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Irã. Assassinados por forças governamentais

Taraneh Mousavi, 28, esteticista, raptada e morta por milicianos, corpo foi encontrado perto de Ghazvin




Hossein Tahmassebi, 25, espancado até a morte em Kermanshah



Salar Tahmasbi, 27 anos, estudante de Administração em Rasht, morto em 30 de junho de 2009



Vahid-Reza Tabatabaii, 29 anos, bacharel em Inglês, morto em Teerã em 3 de julho de 2009






Seyed-Reza Tabatabaii, 30, graduado em matemática morto em Teerã em 30 de junho de 2009



Kambiz Shojaii, morreu em Teerã em 20 de junho



Kasra Sharafi, morta em Teerã em 20 de junho





Ali Shahedi, 24, morto em Tehranpars, após prisão em 31 de junho de 2009



Fahimeh Salahshoor, 25, morto em Teerã em 24 de junho de 2009



Fatemeh Rajabpour e sua filha, mortos em Teerã em 15 de junho de 2009



Mohammad Nikzadi, 22, graduado em Engenharia Civil, morto em Teerã em 26 de junho de 2009



Nader Nasseri, morto em Teerã em 30 de junho de 2009








Iman Namazi, estudante na Universidade de Teerã, morta em 25 de junho de 2009



Hamid Maddah Shorcheh, morto em Mashhad em junho de 2009



Parisa Koli, 25, graduada em literatura geral em Teerã, morta em 31 de junho



Masoud Khosravi, morto em Teerã em 25 de junho de 2009



Shalar Khazri, morto em Teerã em junho de 2009








Seyed-Farzad Jashni Abdanan, da província de Ilam, desaparecido em Teerã desde 30 de junho de 2009



Mohsen Imani, morto em Teerã em 20 de junho




Mohammad Hossein Barzegar, morto em Teerã em 27 de junho de 2009



Farzad Hashti, morto em Teerã em junho de 2009



Masoud Hashem-Zadeh, morto em Teerã em 30 de junho de 2009



Iman Hashemi, morto em Teerã em 30 de junho de 2009



Mohsen Hadadi, 24 anos programador de computador em Teerã, morto em 30 de junho de 2009



Mobina Ehterami, morto em Teerã em 20 de junho







Sarvar Boroumand, morto em Teerã em 25 de junho de 2009



Yagoub Barvayeh, estudante graduado em Teatro pela Universidade de Teerã, morto em junho de 2009



Fatemeh Barati, morto em Teerã em 20 de junho




Naser Amirnejad, Aerospace PhD, estudante na Universidade de Teerã, morto em 14 de junho de 2009



Kaveh Alipour, morto em Teerã em 15 de junho de 2009



Vahed Akbari, 34 anos, casada, com filha de 3 anos, morto em Teerã em 30 de junho



Abolfazl Abdollahi, 21 anos Diploma em EE, morto em 30 de junho de 2009



Ashkan Sohrabi, estudante em Teerã, morto em 20 de junho de 2009



Davood Sadri, morto em Karaj em junho de 2009



Mehdi Karami, morto na Rua Jonat Abad em Teerã em 15 de junho de 2009



Mohammad Kamrani, morto na prisão Evin em Teerã em 15 de julho de 2009






Bahman Jenabi, balconista em Teerã, morto em 20 de junho de 2009



Mostafa Ghanian, estudante graduado na Universidade de Teerã, morto em 14 de junho de 2009






Kianoosh Assa, estudante de química na Universidade Elm va Sanaat em Teerã, morto em junho de 2009



Mohammad Asgari, funcionário público em Teerã, morto em junho de 2009.



Sohrab Arabi, morto em Teerã em 20 de junho de 2009.



Neda Aghasoltan, estudante morta em Teerã em 20 de junho de 2009.

fonte1:http://sabzmimanim1.wordpress.com/2009/07/26/
fonte2:http://iranrevolution.wordpress.com/revolution-martyrs/