quarta-feira, 13 de julho de 2011

Democracia Real: O foco que trará vitória a todas as lutas pacíficas e justas

Muitas Lutas e Movimentos em Curso

Várias lutas pipocam aqui e ali, umas antigas, outras recentes. A dos bombeiros e professores no Rio; a luta dos trabalhadores por melhores salários; a luta contra as pequenas hidrelétricas no Pantanal; contra a construção de mega hidrelétricas no Amazonas, como Jirau, Belo Monte, Santo Antônio; a luta pela diminuição do salário dos políticos; a luta dos diferenciados em Higienópolis; a luta antimanicomial; a marcha contra a criminalização do uso da maconha em todo o Brasil; a luta pela preservação e respeito ao meio ambiente, a luta contra a violência policial; a luta antiglobalização; a luta por um salário mínimo coerente com o que determina a Constituição; a luta contra a obrigatoriedade do voto; a luta contra políticos corruptos e a corrupção na política; a luta pelo passe livre aos estudantes nos transportes públicos; a luta contra a opressão à mulher, a luta contra a exploração do trabalho infantil; a luta contra o preconceito aos gblt; a luta contra os fascistas; a luta pela autogestão das empresas pelos próprios trabalhadores; a luta pela democracia direta; contra o preconceito racial e regional; a luta indígena para obter suas terras de volta; são muitas as lutas. Mas a luta maior, e que abrange essas lutas listadas e outras justas embora não listadas, é a luta pela Democracia Real, a qual está em curso em todo o mundo e à qual precisamos nos juntar imediatamente pela ocupação de Praças e pelo exercício direto da Democracia, sem mesas, por uma Assembléia contínua, dia e noite acampados, onde as pessoas se revezam, pelo sorteio dos inscritos, pela decisão, não pelo voto de maioria que divide, mas pela unanimidade que une.

Seattle

O Movimento anti-globalização ganhou voz a partir de Seattle e espalhou-se mundo afora contra o G8, um grupo seleto de governantes títeres de corporações, degradando o meio ambiente e as vidas de quase 7 bilhões de pessoas  em todo o mundo. Como é que isso pode ser chamado de democracia? É esse sistema representativo que atualmente prevalece em toda parte, inclusive no Brasil, que legitima essa injustiça, que . dá ao governante o poder de desencadear guerras, que propicia a manipulação das pessoas pelo voto a cada par de anos. Para dar um basta na destruição dos recursos naturais e para que a voz e os interesses do povo prevaleçam, esse sistema representativo tem que ser imediatamente substituído por Democracia Real.

A Revolução do Jasmim

A fraude nas eleições no Irã em 2009 e a brutal repressão governamental após a revolta popular, chamou a atenção em todo mundo árabe. O descontentamento por conta da alta no preço dos alimentos, do crescente desemprego, da concentração das riquezas nas mãos de poucos, deu origem à Revolução do Jasmim na Tunísia, à qual inspirou uma onda de protestos semelhantes em quase todos os países árabes.

A Revolução Mundial

Uma praça chamada Tahrir, no Cairo e outra chamada Syntagma em Atenas, vem atraindo os olhares das pessoas em todo o mundo pelo seu modus operandi. Cansados do desprezo que os políticos nutrem pelo povo fora dos dias que precedem às eleições, e vendo a situação cada vez mais grave no que diz respeito à deterioração da qualidade de vida da maior parte das pessoas, centenas de milhares de “indignados” em Madri e Barcelona, somaram-se às centenas de milhares de "ultrajados" em Atenas, e às centenas de milhares do Cairo.

O Movimento das Praças

O Movimento das Praças, assembléias absolutamente democráticas desenvolvidas fora do âmbito da manipulação partidária esquerdista ou direitista típica do atual sistema representativo, vêm atraindo pessoas honestas de todos os extratos sociais, na procura de soluções de problemas econômicos e sociais, e que os políticos, por suas medidas invariavelmente ditadas por banqueiros e corporações, apenas os agravam. Tais assembléias podem se localizar em áreas centrais de grandes cidades, em grandes praças tomadas pela população, e também em bairros onde as pessoas começam a aprender real democracia, participando dela, não em bancos escolares onde são incentivados a votar por professores estúpidos de formação esquerdista ou direitista.

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