domingo, 21 de agosto de 2011
Carta aberta ao companheiro Lenin *
Herman Gorter**
(...) Ainda falta defender a Esquerda contra você em relação à questão do parlamentarismo. [1] A linha de esquerda, também em relação a esta questão, baseia-se nas mesmas razões gerais e teóricas levantadas quanto à questão sindical: isolamento do proletariado, enorme poderio do inimigo, necessidade de a massa se educar à altura de sua tarefa de, antes de tudo, só acreditar nela mesma, etc. Não preciso expor novamente todas estas razoes.
Mas neste ponto, e em relação à questão sindical, ainda existem razões suplementares.
Para começar: os operários e, em geral, as massas trabalhadoras da Europa Ocidental estão totalmente sob a dependência ideológica da cultura burguesa, das concepções burguesas e, em conseqüência, do sistema representativo e do parlamentarismo burguês, da democracia burguesa, num nível muito mais alto que os operários da Europa Oriental.
Entre nós a ideologia burguesa tomou conta de toda a vida social e, em conseqüência. também da vida política, peneirando profundamente na cabeça e no coração dos operários. E neste quadro que foram educados, cresceram, e isto já há muitos séculos. Eles estão saturados pelas concepções burguesas.
O companheiro Pannekoek descreve muito apropriadamente a situação na revista Comunismo, publicada em Viena
“A experiência alemã nos coloca frente ao grande problema da revolução na Europa Ocidental. Nestes países o modo de produção burguês e a sua cultura secular altamente desenvolvida marcaram profundamente a maneira de sentir e de pensar das massas populares. Por isso o seu caráter íntimo e espiritual é completamente diferente do que existe nos países orientais que nunca conheceram a dominação burguesa. E é nisto que reside, antes de tudo, a diferença do processo revolucionário a leste e a oeste da Europa. Na Inglaterra, França, Holanda, Escandinávia, Itália. Alemanha, uma forte burguesia florescia desde a Idade Média, na base de uma produção pequeno-burguesa e capitalista primitiva. E, quando se derrubou o feudalismo, desenvolveu-se igualmente no campo uma classe forte e independente de camponeses, que se tornou senhora de sua própria pequena economia. Nesta base desenvolveu-se a vida espiritual burguesa numa sólida cultura nacional. Isto ocorreu principalmente nos Estados litorâneos como a Inglaterra e a França, que tomaram a dianteira do desenvolvimento capitalista. Sujeitando o conjunto da economia à sua direção, vinculando mesmo as fazendas mais longínquas à esfera de sua economia mundial, o capitalismo, durante o século XIX, elevou o nível da cultura nacional, refinou-a, e através de seus meios espirituais de propaganda — a imprensa, a escola e a igreja — forjou com base neste modelo o cérebro popular, tanto no que se refere às massas proletarizadas atraídas para a cidade como em relação às que ficaram no campo.
“Tais considerações são válidas não somente para os países de origem do capitalismo mas também. embora sob formas um pouco diferentes, para a Austrália e a América, onde os europeus fundaram novos Estados, da mesma forma que para os países da Europa Central, como a Alemanha, a Áustria e a Itália, onde o novo desenvolvimento capitalista pôde se enxertar na antiga economia retardatária e na cultura pequeno-burguesa, O capitalismo, quando penetrou nos países da Europa do Leste, encontrou um material e tradições inteiramente diferentes. Na Rússia, na Polônia. na Hungria e nos países a leste do Elba não se encontra mais uma burguesia forte para dominar tradicionalmente a vida espiritual. A situação agrária, caracterizada pela grande propriedade fundiária, pelo feudalismo patriarca e pelo comunismo de aldeia, dava o tom à ideologia.”
Frente ao problema ideológico, o companheiro Pannekoek tocou a nota certa nesta citação. Muito melhor do que nós, ele demonstrou ao nível ideológico a diferença entre a Europa Ocidental e a Oriental, revelando, deste ponto de vista, a chave de uma tática revolucionária para a Europa Ocidental.
Se se estabelece a ligação disso com a causa material da força inimiga, ou seja, com o capital financeiro, então o conjunto da tática torna-se claro.
No entanto, pode-se dizer mais a respeito do problema ideológico. A liberdade burguesa, a força do parlamento, foram conquistas das gerações anteriores, dos antepassados, em sua luta libertadora na Europa Ocidental; conquista utilizada pelos proprietários, mas realizada pelo povo. A lembrança destas lutas é ainda uma tradição profundamente enraizada no sangue do povo. De fato, uma revolução é a lembrança mais profunda de um povo. O raciocínio de que ser representado no parlamento representa uma vitória atua inconscientemente como uma força imensa e tranqüila. Isto é sobretudo válido para os velhos países de burguesia, onde houve longas e constantes lutas pela liberdade: na Inglaterra, na Holanda e na França. E também, mas numa medida menos, na Alemanha, na Bélgica e nos países escandinavos. Um habitante da Europa Oriental não pode provavelmente imaginar a força que pode assumir esta influência.
Além disso, os operários lutaram aqui, freqüentemente durante muitos anos, pelo sufrágio universal, e o conquistaram na luta, direta ou indiretamente. A vitória produziu resultados na época. São generalizados o pensamento e o sentimento de que ter representantes no parlamento burguês, atribuindo-lhes a defesa de seus próprios interesses, constitui uma vitória e um progresso. Não se deve também subestimar a força desta ideologia.
E, finalmente, a classe operária da Europa Ocidental caiu no reformismo sob a direção dos parlamentares que a conduziram à guerra, à aliança com o capitalismo. A influência do reformismo também é gigantesca. Por todas estas razões o operário tornou-se escravo do parlamento, deixando-o agir sem controles. O próprio operário não atua mais. [2]
Sobrevém a revolução. Agora ele próprio deve fazer tudo. O operário deve lutar sozinho contando apenas com sua classe. Contra o tremendo inimigo deve travar a luta mais terrível de todos os tempos. Nenhuma tática de dirigente pode ajudá-lo. Todas as classes formam uma muralha abrupta diante dele, e nenhuma está com ele. Ao contrário, se ele se abandona aos seus dirigentes ou a outras classes no parlamento, um grande perigo o ameaça — o de voltar a cair em sua antiga fraqueza, deixando os dirigentes agirem por conta própria, o de se perder no sonho de que outros podem fazer a revolução por ele, o de ir a reboque das ilusões, o de continuar dominado pela ideologia burguesa.
Esta atitude das massas em relação aos dirigentes é também muito bem descrita pelo companheiro Pannekoek:
“O parlamentarismo é a forma típica da luta mediada por dirigentes, em que as massas desempenham um papel secundário. Sua prática consiste no fato de que deputados, personalidades particulares, travam a luta essencial. Eles devem, em conseqüência. despertar nas massas a ilusão de que outros podem travar a luta por elas. Antigamente, acreditava-se que os dirigentes poderiam obter reformas importantes para os operários através da via parlamentar, prevalecendo mesmo a ilusão de que os parlamentares poderiam realizar a revolução socialista através de medidas legislativas. Hoje, na medida em que o parlamentarismo tem um ar mais modesto, avança-se o argumento de que os deputados podem fazer uma grande propaganda pelo comunismo no parlamento. Mas sempre a importância decisiva é atribuída aos dirigentes. Naturalmente, encontram-se nesta situação os profissionais que dirigem a política – se necessário sob o disfarce democrático das discussões e resoluções de congressos. A história da social-democracia é, deste ponto de vista, uma lição de tentativas inúteis no sentido de que os próprios membros do partido determinem a linha política. Sempre que o proletariado luta pela via parlamentar isto é inevitável, e a situação permanecerá a mesma enquanto as massas não criarem órgãos para a sua própria ação, ou seja, enquanto a revolução estiver ainda por vir. Mas logo que as próprias massas entram em cena, para decidir e agir, os defeitos do parlamentarismo pesam na balança.
“O problema da tática consiste em encontrar os meios de extirpar a mentalidade tradicional burguesa que domina a sociedade e enfraquece as forças da massa dos proletários. Tudo o que fortalece novamente a concepção tradicional é nocivo. O aspecto mais firme, mais persistente desta mentalidade é exatamente sua dependência em relação aos dirigentes, aos quais os operários entregam a solução de todas as questões gerais, a direção de seus interesses de classe. O parlamentarismo tende inevitavelmente a paralisar a atividade das massas necessária à revolução. Podem-se proferir belos discursos para despertar a ação revolucionária! A atividade revolucionária não se alimenta de tais frases, mas apenas da dura e difícil necessidade, quando não há outra saída.
“A revolução exige ainda algo mais que o combate das massas, capaz de derrubar um sistema governamental sabemos que isto não pode ser provocado, mas deverá originar-se na necessidade profunda das massas. A revolução exige que o proletariado assuma as grandes questões da reconstrução social, as decisões mais difíceis, a revolução exige que o proletariado assuma integralmente o movimento criador. E isto é impossível se, de início, a vanguarda, e depois as massas, sempre e cada vez mais amplas, não tomarem as coisas em suas mãos, não se considerarem como responsáveis, não se dedicarem a tentar, a fazer a propaganda, a lutar, a procurar, a pensar, a pesar, a ousar e a executar até o fim. Mas tudo isto é difícil e penoso. Enquanto a classe operária for levada a acreditar na possibilidade de um caminho mais fácil onde outros atuem em seu lugar — conduzam a agitação de uma tribuna elevada, tomem decisões, dêem o sinal para a ação, façam leis – ela vacilará e ficará passiva sob o peso da velha mentalidade e das velhas debilidades.”
Os operários da Europa Ocidental devem – é preciso repetir isto mil vezes e, se for necessário, cem mil, um milhão de vezes (e quem não compreendeu isto e não aprendeu esta lição dos acontecimentos desde novembro de 1918 é um cego, mesmo se tratando de você, companheiro), os operários do Ocidente devem agir, antes de tudo, por sua própria conta, não somente no terreno sindical, mas também no terreno político. Porque eles estão sós e nenhuma astúcia tática dos dirigentes poderia ajuda-los. A maior força de impulsão deve surgir deles mesmos. Aqui, pela primeira vez, num nível mais alto que na Rússia, a emancipação da classe operária será obra dos próprios operários. É por isto que os companheiros da “esquerda” têm razão quando dizem aos companheiros alemães: não participem das eleições, boicotem o parlamento. Politicamente é preciso que vocês próprios façam tudo. Vocês não serão vitoriosos enquanto não tiverem consciência desta verdade e não agirem em conseqüência. Vocês apenas vencerão se agirem assim durante dois, cinco, dez anos esforçando-se homem por homem, grupo por grupo, em cada cidade, em cada província, enfim, em todo o país, como Partido, como União, como Conselhos de Fábrica, como Massa. como Classe. Através do exemplo e da luta sempre renovados, através das derrotas, a grande maioria de vocês acabará formando um bloco e poderá, depois de ter passado por esta escola, constituir uma massa grande e homogênea.
Mas os companheiros, os esquerdistas do KAPD, teriam cometido um grave erro se houvessem defendido esta linha apenas em palavras, pela propaganda. Na questão política, a luta e o exemplo têm ainda mais importância que na questão sindical.
Os companheiros do KAPD tinham pleno direito e obedeciam a uma necessidade histórica quando se separaram rapidamente do Spartacusbund, “rachando” com ele, ou melhor, com a sua central — quando esta não quis mais desenvolver esta propaganda. De fato, o proletariado alemão e os operários da Europa Ocidental precisavam, antes de tudo, de um exemplo. Era necessário, no quadro de um povo de escravos políticos, no mundo de oprimidos da Europa Ocidental, surgir um grupo exemplar de combatentes livres, sem dirigentes, ou seja, sem dirigentes à moda antiga. Sem deputados no parlamento.
E isto, sempre, não porque fosse belo ou bom, ou porque dessa forma fosse heróico ou maravilhoso, mas porque o povo trabalhador alemão e ocidental está só nesta terrível luta, não podendo esperar nenhum apoio das outras classes ou da inteligência dos dirigentes. Uma única coisa pode defendê-lo, a vontade e a decisão das massas, homem por homem, mulher por mulher, em bloco.
A esta tática, baseada em razões tão profundas, opõe-se a participação no parlamento, que só pode ser nociva à linha correta; e o prejuízo é infinitamente maior que à pequena vantagem da propaganda. (proporcionada pela tribuna parlamentar). É por isso que a esquerda recusa o parlamentarismo.
Você afirma que o companheiro Liebknecht [3] poderia, se estivesse vivo, fazer um trabalho maravilhoso no Reichstag. [4] É o que nós negamos. Ele não poderia manobrar politicamente num lugar onde todos os partidos da grande e da pequena burguesia fazem frente contra nós. E ele assim não ganharia melhor as massas do que fora do parlamento. Ao contrário, grande parte da massa ficaria satisfeita com seus discursos, e sua presença no parlamento seria portanto nociva. [5]
Sem dúvida um tal trabalho da “esquerda’ durará anos e as pessoas que desejam, por uma razão qualquer, êxitos imediatos, importantes cifras de adesões e de votos, grandes partidos e uma poderosa Internacional (em aparência), deverão esperar ainda muito tempo. Mas estarão satisfeitos com esta tática os que entendem que a vitória da revolução na Alemanha e na Europa Ocidental só será realidade se a maioria, se a massa dos operários, começar a ter confiança em si mesma.
Companheiro, você conhece o individualismo burguês da Inglaterra, sua liberdade burguesa, sua democracia parlamentar, da forma como se desenvolveram durante seis ou sete séculos? Da forma como realmente são: infinitamente diferentes da situação na Rússia? Você sabe como estas idéias estão profundamente enraizadas em cada indivíduo, inclusive nos proletários, na Inglaterra e nas colônias? Você conhece esta estrutura unificada num imenso conjunto? Sua importância geral, na vida social e pessoal? Acho que nenhum russo, nenhum europeu do Leste, conhece esta situação. Se vocês a conhecessem, vocês admirariam os operários ingleses que ousam se levantar radicalmente contra este imenso edifício, contra a maior construção política do capitalismo em todo o mundo.
Para chegar a esta atitude, no caso de ela ser plenamente consciente, não é sem dúvida necessário um sentido revolucionário mais apurado que o possuído pelos que romperam em primeiro lugar com o czarismo? A ruptura com o conjunto da democracia inglesa já significa o embrião da revolução inglesa. Porque esta ação se realiza com a mais firme decisão, como corresponde a uma Inglaterra alicerçada num passado histórico gigantesco e de poderosas tradições. Porque o proletariado inglês representa a maior força (é o mais forte do mundo, proporcionalmente). Reparem que ele se levanta de repente frente à burguesia mais forte do mundo, que ele se levanta com todas as forças e repudia rapidamente toda a democracia inglesa, embora em seu país a revolução ainda não esteja à vista.
A sua vanguarda, a esquerda, já fez tudo isto, assim como a vanguarda sabe que a classe operária está isolada, não podendo esperar apoio de nenhuma outra classe na Inglaterra, que o próprio proletariado, antes de tudo, deve lutar e vencer com sua vanguarda e não por intermédio de seus dirigentes. [6]
O proletariado inglês mostra, pelo exemplo de sua vanguarda, como quer lutar: sozinho contra todas as classes da Inglaterra e de suas colônias.
E, mais uma vez, age como a vanguarda alemã: dando o exemplo. Criando um partido comunista que repudia o parlamento, gritando para toda a classe operária da Inglaterra: rompam com o parlamento, símbolo da força capitalista. Formem o seu próprio partido e suas próprias organizações por fábrica. Contem somente com vocês mesmos.
Este orgulho e esta dignidade nascidos no seio do maior capitalismo deveriam afinal vir á tona na Inglaterra. E logo que a ação começou, já se torna homogênea.
Companheiro, foi um dia histórico, quando, no mês de junho, durante uma assembléia, fundou-se o primeiro partido comunista, rompendo com toda a construção e a organização do Estado em vigor há sete séculos. Eu desejaria que Marx e Engels estivessem presentes. Penso que eles teriam sentido um imenso prazer se pudessem ver aqueles operários ingleses repudiar o Estado inglês, protótipo de todos os Estados burgueses do mundo, centro e fortaleza do capital mundial já há séculos, dominando em terço da humanidade, se eles pudessem vê-los repudiar este Estado e seu parlamento.
É tanto mais razoável adotar esta tática na Inglaterra quanto sabemos que o capitalismo inglês está decidido a apoiar o capitalismo em todos os demais países, e certamente não vacilará em chamar tropas de todas as partes do mundo contra qualquer proletariado estrangeiro e particularmente contra o seu. A luta do proletariado inglês é portanto uma luta contra o capitalismo mundial. Mais uma razão para que o comunismo inglês dê o exemplo mais elevado e mais claro, para que ele apóie de forma exemplar a causa do proletariado com sua luta e seu exemplo. [7]
Deveria haver, assim, e sempre, um grupo que assumisse todas as conseqüências de sua posição na luta, Os grupos deste tipo são o sal da humanidade. (...)
* Transcrito de: Herman GORTER. Carta aberta ao companheiro Lenin. (Resposta do autor a Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo, de Lenin). In: TRAGTENBERG, Maurício. (Org.) Marxismo Heterodoxo. São Paulo, Brasiliense, 1981, pp. 45-54. (Tradução de Daniel Aarão Reis Filho)
** Herman Gorter (1864/1927): militante revolucionário, poeta de renome e teórico marxista na Holanda. Fez parte do grupo articulado em torno do jornal De Tribune e foi fundador do Partido Social-Democrático de Esquerda em 1909. Internacionalista e pacifista durante a guerra de 1914-18, ligou-se a esquerda que promoveu a Conferência de Zimmerwald, influenciando com seus textos os espartaquistas alemães reunidos em torno de Liebknecht e Rosa Luxemburgo. Aderiu ao Partido Comunista Holandês e participou do Bureau de Amsterdan em 1920. Adversário da ação parlamentar e da participação dos comunistas nos sindicatos reformistas, polemizou duramente com os bolcheviques na célebre Carta Aberta a Lenin em que refutava as teses expostas por este no Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo. Em 1921 deixou o PC holandês e fundou o Partido Comunista Operário. Seus escritos influenciaram a liderança do PC alemão. Após 1922 retirou-se da vida política. [Apresentação de Maurício Tragtenberg. In idem, p. 10]
[1] No começo pensei que se tratava de uma questão secundária. A atitude oportunista do Spartacusband quando do golpe do Kapp e a que você adota no seu texto, em relação à questão, me persuadiram de que se tratava de uma importante questão. [Nota de H. GORTER]
[2] Esta grande influência, o conjunto desta ideologia da Europa Ocidental, dos Estados Unidos e das colônias inglesas, não é compreendida na Europa do Leste, na Turquia e nos Bálcãs (para não falar da Ásia). [Nota de H. GORTER]
[3] Referência a Karl Liebknecht, deputado social-democrata no Reichstag, que votara contra os créditos de guerra (1914-18) solicitados pelo governo contrariando a maioria do Partido, que votara a favor dos mesmos. Foi assassinado com Rosa Luxemburgo, por ocasião da repressão à revolução socialista alemã em 1919 dirigida pela ala direita da social-democracia alemã em conluio com o Exército e a burguesia, Noske e Scheidermann. [N. do Org.]
[4] Parlamento Alemão. [N. do Org.]
[5] Oexemplo do companheiro Liebknecht prova exatamente a correção de nossa tática. Antes da revolução, quando o imperialismo estava no apogeu de sua força e as leis de exceção do tempo da guerra asfixiavam qualquer movimento, ele pôde exercer uma grande influência com suas denúncias no parlamento. Mas durante a revolução a influência desapareceu. Logo que os operários tomarem seus destinos nas próprias mãos, devemos abandonar o parlamentarismo. [Nota de H. GORTER]
[6] É claro que a Inglaterra não tem camponeses pobres que poderiam apoiar o capital. Por outro lado, entretanto, ela conta com uma classe média muito maior e ainda mais ligada ao capitalismo. [Nota de H. GORTER]
[7] O perigo do oportunismo existe com mais força na Inglaterra do que nos demais países. Assim, parece que também nossa companheira Sylvia Pankhurst (embora não tenha aprofundado suficientemente suas concepções pelo estudo, nem por isso deixou de ser uma boa precursora do movimento de esquerda, por temperamento, instinto e experiência) teria mudado de opinião. Ela abandona a luta antiparlamentar, ou seja, um ponto essencial da luta contra o oportunismo, pela vantagem imediata da unidade. Toma assim o caminho já percorrido por milhares de dirigentes do movimento operário inglês: entrega-se ao oportunismo e, em última análise, à burguesia. Isto não tem nada de extraordinário, mas o fato de que foi você, companheiro Lenin, que a levou a reboque e a convenceu, àquela que era a única dirigente conseqüente e ousada da Inglaterra, isto foi um duro golpe para a Revolução Russa e mundial. [Nota de H. GORTER]
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Resumo e tradução da carta de demissão de Wagner Rossi, alvo de denúncias de irregularidades no ministério
Como ministro consegui:
No governo Dilma, continuar as cagadas iniciadas no Governo Lula;
Abraçar agrobandidos como a Cutrale, garantindo-lhes preço mínimo por sua produção de laranjas entupidas de agrotóxicos;
Apoiar os barões da pecuária e monocultura (café, cana, laranja, milho, soja, etc.) aumentando os ganhos deles todos, em especial os produtores fascistas da UDR e da CNA;
Dar dinheiro quase de graça para pecuaristas que destróem o solo do país, tornando-o ácido e desértico; e para usineiros, preferindo alimentar veículos automotores a pessoas.
Dar um montante inimaginável de dinheiro público para latifundiários e fazendeiros ligados a Ronaldo Caiado e a Kátia Abreu;
Dar uma enrolada nos ambientalistas com Programas tipo ABC, Agrotóxico de Baixo Custo, primeiro programa mundial que obriga agricultores a importar veneno para colocar em suas lavouras. Trazendo um futuro de câncer para a população brasileira;
Apoiar todas as monoculturas e a transgenia (milho, soja, algodão, etc.) para acabar com a semente crioula, e fuder de vez os pequenos produtores do Brasil que hoje estão em extinção por causa do agrobanditismo que eu apóio e faço parte da quadrilha;
Chupei os ovos dos criadores e produtores de carne bovina, suína e de aves, que são os maiores responsáveis pelas doenças em todo o mundo;
Lutei pela reforma do Código Florestal para poder acabar com as florestas e as matas ciliares e consequentemente com o que ainda resta de rios limpos no Brasil. Em breve o Rio Amazonas e seus afluentes, Xingú, Madeira, etc, tornar-se-ão um imenso esgoto a céu aberto como o Rio Tietê em São Paulo. Eu quero mesmo é que o Brasil inteiro se transforme num imenso canavial, plantações de soja a perder de vista, para alimentar as corporações, automóveis, e matar o mundo inteiro com venenos e com fome.
O que interessa para mim é eu mesmo, minha família, e meus amigos da UDR e do CNA. Eles me interessam. O resto que se foda.
Ao latifúndio tudo, à Reforma Agrária a lei.
Wagner Rossi
Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
No governo Dilma, continuar as cagadas iniciadas no Governo Lula;
Abraçar agrobandidos como a Cutrale, garantindo-lhes preço mínimo por sua produção de laranjas entupidas de agrotóxicos;
Apoiar os barões da pecuária e monocultura (café, cana, laranja, milho, soja, etc.) aumentando os ganhos deles todos, em especial os produtores fascistas da UDR e da CNA;
Dar dinheiro quase de graça para pecuaristas que destróem o solo do país, tornando-o ácido e desértico; e para usineiros, preferindo alimentar veículos automotores a pessoas.
Dar um montante inimaginável de dinheiro público para latifundiários e fazendeiros ligados a Ronaldo Caiado e a Kátia Abreu;
Dar uma enrolada nos ambientalistas com Programas tipo ABC, Agrotóxico de Baixo Custo, primeiro programa mundial que obriga agricultores a importar veneno para colocar em suas lavouras. Trazendo um futuro de câncer para a população brasileira;
Apoiar todas as monoculturas e a transgenia (milho, soja, algodão, etc.) para acabar com a semente crioula, e fuder de vez os pequenos produtores do Brasil que hoje estão em extinção por causa do agrobanditismo que eu apóio e faço parte da quadrilha;
Chupei os ovos dos criadores e produtores de carne bovina, suína e de aves, que são os maiores responsáveis pelas doenças em todo o mundo;
Lutei pela reforma do Código Florestal para poder acabar com as florestas e as matas ciliares e consequentemente com o que ainda resta de rios limpos no Brasil. Em breve o Rio Amazonas e seus afluentes, Xingú, Madeira, etc, tornar-se-ão um imenso esgoto a céu aberto como o Rio Tietê em São Paulo. Eu quero mesmo é que o Brasil inteiro se transforme num imenso canavial, plantações de soja a perder de vista, para alimentar as corporações, automóveis, e matar o mundo inteiro com venenos e com fome.
O que interessa para mim é eu mesmo, minha família, e meus amigos da UDR e do CNA. Eles me interessam. O resto que se foda.
Ao latifúndio tudo, à Reforma Agrária a lei.
Wagner Rossi
Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Aos mendigos e escravos
"Sou bancário. Chegou a época do dissídio da categoria. Meu sindicato já negocia com os banqueiros. Talvez eu tenha um bom aumento este ano. Não como o aumento de mais de 60% que políticos e juízes dão a si mesmos brasil afora, (sim! brasil com b minúsculo. Um país onde tais coisas acontecem impunemente não merece mais o maiúsculo em seu nome). O mundo do cada um por si aqui embaixo reflete e fortalece o mundo do cada um por si lá em cima. De onde vem os recursos? De todos nós, mas eles estão no poder, e o controle das forças armadas pertence a eles. E eles detêm o monopólio do uso da violência, das chaves dos cofres públicos, da manipulação e interpretação das leis. O roubo é um delito... só para os pobres. Aos ricos tudo, aos pobres a lei.
"Mas e os professores? Problema deles. Nada tenho a ver com isso. E os químicos? E os comerciários? E os metalúrgicos? E os camelôs perseguidos nos bairros e no centro da cidade? E os desempregados de todas as categorias? E as crianças nos faróis fazendo malabarismos, pedindo esmolas? E os amigos da floresta ameaçados e abatidos a bala no Amazonas? E os índios em pânico, expulsos de suas terras pelas mineradoras, empreiteiras e governo? E a fome na Somália? E as centenas de rebeldes presos na Inglaterra por causa dos "distúrbios" contra o assassinado de um negro? E os desempregados e sem-teto que se multiplicam nos Estados Unidos e Europa? E os assassinatos diários perpetrados pelos governantes da Síria e da Líbia? E os genocídios da Al Caeda, fratricídios da OTAN? Essa guerras estúpidas promovidas por governos contra governos, onde a maior vítima é sempre o povo pobre? Nada disso interessa. Quero apenas meu aumento em setembro, para colocar em dia meu cartão de crédito, comprar minha TV LCD 42", e o mundo ao redor que se exploda.
"Sim, eu confesso. Na verdade, sei que sou cúmplice e servo dos piores bandidos da história da humanidade. Sou escravo de banqueiros, o seleto grupo de hienas que faz da rapinagem seu modo de vida. Sou cúmplice sim. Mas fazer o que? Preciso comer, vestir-me, pagar minha faculdade. Preciso de dinheiro para minhas baladas, espetáculos, meu carro, combustível, remédios, bebidas intoxicantes.
"Sei que quando o povo pobre põe seus parcos e raros recursos numa caderneta de poupança, recebe míseros 0,5% de juros ao mês, enquanto que meus patrões banqueiros arrecadam a cada 30 dias de atraso nas faturas de cartões de crédito estonteantes 19% de juros ao mês. E tudo dentro da lei. Da lei do cão que nos é enfiada goela abaixo, sem qualquer sinal de resistência de nossa parte.
"Sei também que o governo, aliado às corporações e a esses mesmos banqueiros pega incalculáveis recursos do BNDES, dinheiro que pertence ao povo, entregando-os praticamente de graça para mineradoras, com seus projetos de destruição na Amazônia, e com carência de dezenas de anos para pagar.
"E daí? sou bancário. Quero meu aumento. O resto que se exploda. Que se dane".
Essa é a mentalidade do bancário, do professor, do gari, do químico, do metalúrgico, do camelô, do desempregado, do menino malabarista nos faróis, do comerciante legal e ilegal, dos guardadores de carro.
Cada um pensa apenas em si mesmo.
Estamos todos separados uns dos outros pelos nossos pensamentos egoístas. E estamos cada vez mais miseráveis. Cada vez mais pobres. Cada vez mais controlados. Cada vez mais isolados. Cada vez mais fracos por causa disso.
Enquanto essas coisas acontecem, nossos cândidos sindicalistas seguem o mote, preocupam-se apenas com si próprios. Preparam suas candidaturas pegando dinheiro de banqueiros, de patrões, de lobistas, para alçarem aos cargos do parlamento. E já preparam as mentiras que dirão aos trabalhadores no momento da campanha eleitoral e na propaganda da TV.
Isso tem que mudar. Isso não pode mais continuar. Esse estado de coisas há muito alcançou o estado de saturação. Nós, povo, trabalhadores, de todas as idades e profissões, precisamos nos unir para mudar essa situação de separação. Precisamos nos unir em torno da mudança: todos por um, um por todos. Não pode mais haver bancários, professores, químicos, desempregados, malabaristas pedindo esmolas nos cruzamentos, favelados, estudantes universitários, estudantes em geral. Devemos nos unir, todos, que estamos embaixo, contra os que estão em cima. Devemos nós mesmos gerir a sociedade em que vivemos.
Façamos a Revolução! Unamo-nos em todo o mundo em uma só voz e um único clamor. Por quê atravessar a vida inteira pedindo migalhas a patrões e a governantes se podemos tomar tais recursos - que nos pertencem de direito e de fato, pois nos foram roubados - e disponibilizá-los para todos?
Saia às ruas em 7 de setembro para pedir Real Democracia e em 15 de outubro para pedir Democracia Real. Chega de esmolar restos para tua categoria. De agora em diante nada mais pediremos a patrão ou a governante. Não se pede o que nos pertence. Se toma. Chega de humilhação. Levantemos todos nossas cabeças. A única perspectiva nossa para com governantes, patrões é a derrocada deles. Para que nós mesmos possamos gerir nossos recursos e as riquezas de nosso país. Em favor de todos. Nunca mais a favor de alguns ou de uma elite.
Façamos a Revolução! Não sejamos mais títeres de sindicalistas e de corruptos políticos. Ocupemos as praças por tempo indeterminado. Participemos de assembléias verdadeiramente democráticas.
DEMOCRACIA REAL JÁ!
"Mas e os professores? Problema deles. Nada tenho a ver com isso. E os químicos? E os comerciários? E os metalúrgicos? E os camelôs perseguidos nos bairros e no centro da cidade? E os desempregados de todas as categorias? E as crianças nos faróis fazendo malabarismos, pedindo esmolas? E os amigos da floresta ameaçados e abatidos a bala no Amazonas? E os índios em pânico, expulsos de suas terras pelas mineradoras, empreiteiras e governo? E a fome na Somália? E as centenas de rebeldes presos na Inglaterra por causa dos "distúrbios" contra o assassinado de um negro? E os desempregados e sem-teto que se multiplicam nos Estados Unidos e Europa? E os assassinatos diários perpetrados pelos governantes da Síria e da Líbia? E os genocídios da Al Caeda, fratricídios da OTAN? Essa guerras estúpidas promovidas por governos contra governos, onde a maior vítima é sempre o povo pobre? Nada disso interessa. Quero apenas meu aumento em setembro, para colocar em dia meu cartão de crédito, comprar minha TV LCD 42", e o mundo ao redor que se exploda.
"Sim, eu confesso. Na verdade, sei que sou cúmplice e servo dos piores bandidos da história da humanidade. Sou escravo de banqueiros, o seleto grupo de hienas que faz da rapinagem seu modo de vida. Sou cúmplice sim. Mas fazer o que? Preciso comer, vestir-me, pagar minha faculdade. Preciso de dinheiro para minhas baladas, espetáculos, meu carro, combustível, remédios, bebidas intoxicantes.
"Sei que quando o povo pobre põe seus parcos e raros recursos numa caderneta de poupança, recebe míseros 0,5% de juros ao mês, enquanto que meus patrões banqueiros arrecadam a cada 30 dias de atraso nas faturas de cartões de crédito estonteantes 19% de juros ao mês. E tudo dentro da lei. Da lei do cão que nos é enfiada goela abaixo, sem qualquer sinal de resistência de nossa parte.
"Sei também que o governo, aliado às corporações e a esses mesmos banqueiros pega incalculáveis recursos do BNDES, dinheiro que pertence ao povo, entregando-os praticamente de graça para mineradoras, com seus projetos de destruição na Amazônia, e com carência de dezenas de anos para pagar.
"E daí? sou bancário. Quero meu aumento. O resto que se exploda. Que se dane".
Essa é a mentalidade do bancário, do professor, do gari, do químico, do metalúrgico, do camelô, do desempregado, do menino malabarista nos faróis, do comerciante legal e ilegal, dos guardadores de carro.
Cada um pensa apenas em si mesmo.
Estamos todos separados uns dos outros pelos nossos pensamentos egoístas. E estamos cada vez mais miseráveis. Cada vez mais pobres. Cada vez mais controlados. Cada vez mais isolados. Cada vez mais fracos por causa disso.
Enquanto essas coisas acontecem, nossos cândidos sindicalistas seguem o mote, preocupam-se apenas com si próprios. Preparam suas candidaturas pegando dinheiro de banqueiros, de patrões, de lobistas, para alçarem aos cargos do parlamento. E já preparam as mentiras que dirão aos trabalhadores no momento da campanha eleitoral e na propaganda da TV.
Isso tem que mudar. Isso não pode mais continuar. Esse estado de coisas há muito alcançou o estado de saturação. Nós, povo, trabalhadores, de todas as idades e profissões, precisamos nos unir para mudar essa situação de separação. Precisamos nos unir em torno da mudança: todos por um, um por todos. Não pode mais haver bancários, professores, químicos, desempregados, malabaristas pedindo esmolas nos cruzamentos, favelados, estudantes universitários, estudantes em geral. Devemos nos unir, todos, que estamos embaixo, contra os que estão em cima. Devemos nós mesmos gerir a sociedade em que vivemos.
Façamos a Revolução! Unamo-nos em todo o mundo em uma só voz e um único clamor. Por quê atravessar a vida inteira pedindo migalhas a patrões e a governantes se podemos tomar tais recursos - que nos pertencem de direito e de fato, pois nos foram roubados - e disponibilizá-los para todos?
Saia às ruas em 7 de setembro para pedir Real Democracia e em 15 de outubro para pedir Democracia Real. Chega de esmolar restos para tua categoria. De agora em diante nada mais pediremos a patrão ou a governante. Não se pede o que nos pertence. Se toma. Chega de humilhação. Levantemos todos nossas cabeças. A única perspectiva nossa para com governantes, patrões é a derrocada deles. Para que nós mesmos possamos gerir nossos recursos e as riquezas de nosso país. Em favor de todos. Nunca mais a favor de alguns ou de uma elite.
Façamos a Revolução! Não sejamos mais títeres de sindicalistas e de corruptos políticos. Ocupemos as praças por tempo indeterminado. Participemos de assembléias verdadeiramente democráticas.
DEMOCRACIA REAL JÁ!
sábado, 13 de agosto de 2011
O que se pode esperar de quem exerce ou busca poder sobre outros?
Nada. Quem tem o poder político no governo, empresas públicas ou privadas tem apenas uma coisa em mente, manter seu status quo, permanecer indefinidamente em seu cargo, favorecer seus afetos, parentes e amigos. E quem ainda não tem esse poder não pensa em outra coisa a não ser alcançá-lo, a todo e qualquer custo. É a mais pura ilusão pensar que alguma coisa diferente disso possa vir dessas mentes perturbadas. Se muitos de nós passou a vida toda lutando por liberdade, justiça, igualdade de oportunidade para todos, é bom saber que muitos outros dedicaram toda sua vida ao favorecimento próprio, não importa como, e para isso, não exitando em suprimir liberdade e posse alheia, trilhar rotas de corrupção.
Dizem que a única coisa que as massas devem fazer, além de trabalhar para poder alimentá-los com seus impostos, é escolher nomes de uma lista que lhes é apresentada a cada 2 anos. Nomes que, uma vez eleitos, terão todos os poderes. Para dobrar seus próprios salários, para montar quadrilhas de assalto aos cofres públicos. Para encher ainda mais as burras de banqueiros e empresários. Para elaborar leis que beneficiam eles mesmos, com vantagens exclusivas, viagens ao exterior, cartões corporativos, prostitutas de luxo.
Político profissional e empresário corporativo têm a mesma natureza selvagem e predatória de hienas famintas a procura de presas frágeis e desorganizadas. Parecem insaciáveis em sua gana por destruição. Como disse um sábio, a sede deles por fama, poder, dinheiro, equivale a beber água do mar. Quanto mais bebem mais tem sede. Não passam de personalidades enfermas, perdidas no labirinto e na vacuidade de suas próprias vidas egoístas, que perderam todo o senso de responsabilidade, e que não dão um passo à frente sem exaltar a si mesmos, sem tecer autoelogios, em propagandas mentirosas e cínicas.
Muitos se iludem. Caem no lenga-lenga dos noticiários sobre política, onde comentaristas vigiados, fantasiados de especialistas, altamente comprometidos com as ordens de seus patrões, de seus cargos altamente remunerados, apresentam descrições de CEOs corporativos, partidos políticos e de seus líderes como coisas ou pessoas sérias e com alguma virtude. E quando tecem críticas são considerações superficiais que não atingem o âmago do problema, nem expõem a mentira do sistema representativo.
Nada devemos esperar desses crápulas que estão na ponta da pirâmide política e corporativa. Nossa principal perspectiva com relação a eles deve ser sua mais urgente derrocada.
Dizem que a única coisa que as massas devem fazer, além de trabalhar para poder alimentá-los com seus impostos, é escolher nomes de uma lista que lhes é apresentada a cada 2 anos. Nomes que, uma vez eleitos, terão todos os poderes. Para dobrar seus próprios salários, para montar quadrilhas de assalto aos cofres públicos. Para encher ainda mais as burras de banqueiros e empresários. Para elaborar leis que beneficiam eles mesmos, com vantagens exclusivas, viagens ao exterior, cartões corporativos, prostitutas de luxo.
Político profissional e empresário corporativo têm a mesma natureza selvagem e predatória de hienas famintas a procura de presas frágeis e desorganizadas. Parecem insaciáveis em sua gana por destruição. Como disse um sábio, a sede deles por fama, poder, dinheiro, equivale a beber água do mar. Quanto mais bebem mais tem sede. Não passam de personalidades enfermas, perdidas no labirinto e na vacuidade de suas próprias vidas egoístas, que perderam todo o senso de responsabilidade, e que não dão um passo à frente sem exaltar a si mesmos, sem tecer autoelogios, em propagandas mentirosas e cínicas.
Muitos se iludem. Caem no lenga-lenga dos noticiários sobre política, onde comentaristas vigiados, fantasiados de especialistas, altamente comprometidos com as ordens de seus patrões, de seus cargos altamente remunerados, apresentam descrições de CEOs corporativos, partidos políticos e de seus líderes como coisas ou pessoas sérias e com alguma virtude. E quando tecem críticas são considerações superficiais que não atingem o âmago do problema, nem expõem a mentira do sistema representativo.
Nada devemos esperar desses crápulas que estão na ponta da pirâmide política e corporativa. Nossa principal perspectiva com relação a eles deve ser sua mais urgente derrocada.
Democracia pode ser real no mundo de hoje?
Democracia é uma palavra de origem grega (demos: povo, kratos: poder). No sentido original é uma forma de governo na qual a decisão é exercida diretamente pelos cidadãos. Nesse caso é conhecida como democracia direta.
Bem longe disso, tanto no tempo quanto na prática, a praxis atualmente no mundo é o sistema representativo, criado, adaptado e desenvolvido para atender aos interesses de grupos ligados a ideologias e ou classes dominantes, entre elas, banqueiros, corporações, grandes empresários, e políticos profissionais. Esses grupos ideológicos e ou classes dominantes através da propaganda massiva e maciça procuram convencer o homem comum, pelo menos no dia da eleição, de que é ele que está no comando, e que tudo que precisa fazer é escolher nomes de políticos profissionais que lhes são apresentados a cada dois anos para ocuparem cargos ligados à criação de leis e fiscalização, e cargos ligados à administração dos recursos arrecadados coercitivamente da população.
Do ponto de vista do beneficiamento das massas, esse sistema fracassou há muito em todo o mundo. Tanto partidos políticos como os organismos sindicais que são usados como trampolim ao poder, transformaram-se em verdadeiras gangs de engravatados, e quadrilhas de bandidos, cujo interesse principal é tirar proveito do cargo em benefício próprio e de seus grupos empresariais que lhes dão apoio e sustento.
Mudar esse sistema não será fácil. Os meios de comunicação de massa estão nas mãos de pessoas que não tem interesse na horizontalização nos processos decisórios. As grandes e poderosas corporações e grandes empresas organizadas de forma piramidal, também querem manter o status quo de seus dirigentes. A luta por essa mudança jamais poderia ser implementada com sucesso em um ou outro país, mas pode ter sucesso absoluto se implementada simultaneamente em todo o mundo. O mais forte aliado do atual estado de coisas é o Estado, com suas inúmeras ferramentas de repressão, como as forças armadas, seu sistema carcerário, seus juízes, em sua maioria míopes aos direitos da grande maioria das pessoas, e prontos a servir os ricos e grandes proprietários.
Mas os tempos estão mudando. Essa tarefa de acabar com o sistema representativo será implementada simultaneamente em todo o mundo a partir de 15 de outubro de 2011, conectada à tag #15o. A tática escollhida inspirou-se nos acampamentos e assembléias massivas implementadas na praça Tahrir no Cairo e na praça Syntagma na Grécia. Esses acampamentos gigantescos e assembléias populares são ao mesmo tempo um meio e um fim. Um meio porque as pessoas que se unem nesses ajuntamentos sabem que ali terão voz efetiva de tomada de decisão. E um fim porque serão essas assembléias que futuramente ditarão o destino dos bairros, das cidades, das nações.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Gangue da Matriz
Gangue da Matriz
Tonho Crocco
Composição: Tonho Crocco Instrumental: What'cha Want (beastie Boys)36 contra 1, aí é covardia
O crime aconteceu em plena luz do dia
Votado e aprovado pelos próprios deputados
Subiram seu salário; me senti 1 otário
Capitalistas, comunistas
Todas as vertentes presentes na lista
Raul carrion que decep''som''
Até os que eu achava que eram sangue bom
20 mil por mês pro gilmar sossela
Traz que eu asso
2 mil kilos de costela
Aloísio classmann, gerson burmann
A casa dominada só tem bam bam bam
O crime aconteceu em plena luz do dia
Votado e aprovado pelos próprios deputados
Subiram seu salário; me senti 1 otário
Capitalistas, comunistas
Todas as vertentes presentes na lista
Raul carrion que decep''som''
Até os que eu achava que eram sangue bom
20 mil por mês pro gilmar sossela
Traz que eu asso
2 mil kilos de costela
Aloísio classmann, gerson burmann
A casa dominada só tem bam bam bam
Gangue da matriz
Gangue da matriz
Ali no alto da bronze
Gangue da matriz
Ali no alto da bronze
Gangue da matriz
Gangue da matriz
São 36 contra 11
Gangue da matriz
São 36 contra 11
Yeah
Custe o que custar
Esse é o ajuste
Odone e záchia
No grenal do reajuste
Pedro westphalen
E pedro pereira
Kalil sehbe
Nunca pisaram na pedreira
Francisco pinho
Francisco appio
Abílio dos santos
Aqui são todos santos
Luciano azevedo
Adroaldo loureiro
Befran rosado
Até fiquei corado
Alô joão fisher e adolfo brito
Aviso, eles querem ganhar no grito
Heitor schuch
Edson brum
João scopel
Paulo brum
Miki breier e
Alberto oliveira
Alexandre postal e alceu moreira
Silvana covatti
Ciro simoni
Zilá breitenbach
Carlos gomes não dá
Esse é o ajuste
Odone e záchia
No grenal do reajuste
Pedro westphalen
E pedro pereira
Kalil sehbe
Nunca pisaram na pedreira
Francisco pinho
Francisco appio
Abílio dos santos
Aqui são todos santos
Luciano azevedo
Adroaldo loureiro
Befran rosado
Até fiquei corado
Alô joão fisher e adolfo brito
Aviso, eles querem ganhar no grito
Heitor schuch
Edson brum
João scopel
Paulo brum
Miki breier e
Alberto oliveira
Alexandre postal e alceu moreira
Silvana covatti
Ciro simoni
Zilá breitenbach
Carlos gomes não dá
Yeah
Marcio biolchi
Gilberto capoani
Só falta o tiririca vir trampar aqui
Nelson harter e também marco alba
Confortavelmente embaixo dessa aba
73 por cento
Feriu meu sentimento
Lá vem o paulo broges trazendo o mal tempo
Bota-tira-bota
Bota-tira-troca
Se a gente não trocar o adilson troca
Bate o ponto, tem diária e não trabalha
Pra eles benefícios
Pro povo migalhas
Frederico antunes já foi chefe da casa
Aposto que o salário deles nunca atrasa
É hora de falar
É hora de mudar
Não sei quanto a você mas eu vou lutar
E se a memória é curta mude sua conduta
Posso perder um round mas não fujo da luta
Gilberto capoani
Só falta o tiririca vir trampar aqui
Nelson harter e também marco alba
Confortavelmente embaixo dessa aba
73 por cento
Feriu meu sentimento
Lá vem o paulo broges trazendo o mal tempo
Bota-tira-bota
Bota-tira-troca
Se a gente não trocar o adilson troca
Bate o ponto, tem diária e não trabalha
Pra eles benefícios
Pro povo migalhas
Frederico antunes já foi chefe da casa
Aposto que o salário deles nunca atrasa
É hora de falar
É hora de mudar
Não sei quanto a você mas eu vou lutar
E se a memória é curta mude sua conduta
Posso perder um round mas não fujo da luta
Gangue da matriz
Gangue da matriz
Ali no alto da bronze
Gangue da matriz
Gangue da matriz
São 36 contra 11
Gangue da matriz
São 36 contra 11
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Terrorismo de Estado
sábado, 30 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Os projetos de poder e o poder da Democracia Real
Os projetos de poder
Os projetos de poder integram o sistema representativo. A coisa funciona mais ou menos assim: o cidadão que quer alçar ao poder político de seu município, estado, ou país, deve filiar-se a um partido político já existente, ou inventar um novo, filiar certo número de aficionados, registrar a agremiação, e concorrer nas próximas eleições. Uma vez vitorioso passa a ocupar uma cadeira no poder legislativo ou executivo. Ele torna-se um político profissional, e pode reeleger-se eternamente no poder legislativo, como vereador, deputado ou senador, e até duas vezes no poder executivo como prefeito, governador ou presidente. Chamam isso de sistema representativo pois os demais cidadãos transferem a terceiros o poder de legislar e governar em seu nome.
Para aprofundar mais no tema dos projetos de poder. Nos anos 80, um grupo de sindicalistas do Sindicato dos Bancários de São Paulo juntou-se a outros sindicatos, professores, metalúrgicos, etc. e a alguns exilados anistiados pela ditadura, políticos, intelectuais, empresários e artistas da chamada esquerda. Trinta anos depois, continuam concorrendo a cada par de anos e acumulando cadeiras nos poderes legislativo e executivo. Esse é o objetivo desses grupos: alçar ao poder. Uma vez no poder, esses vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores, presidentes, que formam a classe política, revezam, permeiam, promiscuem, negociam entre si, nomeiam comparsas, tornam-se mais iguais entre si do que o povo que dizem representar. O resultado desse sistema representativo e dos projetos de poder que eles encarnam é a estagnação e a manutenção do status quo. Nada muda. Vivemos pior que viveram nossos pais, que por sua vez, viveram pior que nossos avós. E se algo muda, muda para pior, para a esmagadora maioria das pessoas.
O poder da Democracia Real
Para explicar melhor, convido o leitor a fazer comigo um passeio até a Grécia. Suponhamos que eu tenha comigo aqui, perto de minha mesa, uma máquina de teletransporte, e que o leitor aceite meu convite e embarque na geringonça. Pronto, chegamos em Atenas. Bem no centro da cidade há uma praça chamada Syntagma. Estamos no berço da Democracia. Foi de lá que surgiu o termo e a prática. Mas o que vemos? Nos deparamos com uma multidão de centenas de milhares de pessoas prestando atenção a um jovem estudante falando ao microfone. Os inúmeros alto-falantes instalados ao redor permite-nos ouvir, embora sem entender, o que ele está falando.
- Quem é ele? Perguntamos, em inglês, a um senhor de cabelos grisalhos ao lado que prestava atenção no discurso.
- Não sei quem é, mas estou gostando da proposta dele. Responde o idoso também em inglês.
Dois minutos depois, enquanto caminhávamos em meio à multidão em direção ao outro lado da praça, o orador muda, agora é uma voz feminina. Esticamos o pescoço e conseguimos ver uma senhora de meia idade falando com firmeza e com gestos fortes. Pela reação em toda praça ela parecia ganhar o coração e a aprovação de todos os ouvintes.
Foi quando deparamos com um traveller com uma banderinha do Brasil colada na mochila.
- Que está acontecendo aqui? Perguntamos. Ao que o rapaz responde:
- Eles estão em Assembléia permanente. A campados a vários dias, revezam-se, alimentam-se. Aqui não rola dinheiro, tudo vem de doações voluntárias. Há dezenas de comissões tiradas para encaminhar desde as resoluções tomadas pela assembléia até a segurança dos acampantes da Praça. A cada dia, quando a assembléia começa, cerca de 200 pessoas logo se inscrevem para falar, cada um escreve seu nome em um papel, dobra-o, e o coloca numa caixa de papelão. Desses 200 nomes, apenas 20 serão sorteados e cada um falará por 2 minutos, isso para que o maior número de pessoas possa participar. E para que não haja manipulação nem privilegiados.
Essa é uma rápida descrição de alguns aspectos da Democracia Real, que com algumas variações de forma, mas não de espírito, rola também na Praça Tahrir, no Cairo, e em outras praças mundo afora, em Portugal, Espanha, Inglaterra, e outros locais da Europa. E, espero, em breve, também aqui em São Paulo , e outras cidades e capitais do Brasil.
Democracia Real: O foco que trará vitória a todas as lutas pacíficas e justas
Muitas Lutas e Movimentos em Curso
Várias lutas pipocam aqui e ali, umas antigas, outras recentes. A dos bombeiros e professores no Rio; a luta dos trabalhadores por melhores salários; a luta contra as pequenas hidrelétricas no Pantanal; contra a construção de mega hidrelétricas no Amazonas, como Jirau, Belo Monte, Santo Antônio; a luta pela diminuição do salário dos políticos; a luta dos diferenciados em Higienópolis; a luta antimanicomial; a marcha contra a criminalização do uso da maconha em todo o Brasil; a luta pela preservação e respeito ao meio ambiente, a luta contra a violência policial; a luta antiglobalização; a luta por um salário mínimo coerente com o que determina a Constituição; a luta contra a obrigatoriedade do voto; a luta contra políticos corruptos e a corrupção na política; a luta pelo passe livre aos estudantes nos transportes públicos; a luta contra a opressão à mulher, a luta contra a exploração do trabalho infantil; a luta contra o preconceito aos gblt; a luta contra os fascistas; a luta pela autogestão das empresas pelos próprios trabalhadores; a luta pela democracia direta; contra o preconceito racial e regional; a luta indígena para obter suas terras de volta; são muitas as lutas. Mas a luta maior, e que abrange essas lutas listadas e outras justas embora não listadas, é a luta pela Democracia Real, a qual está em curso em todo o mundo e à qual precisamos nos juntar imediatamente pela ocupação de Praças e pelo exercício direto da Democracia, sem mesas, por uma Assembléia contínua, dia e noite acampados, onde as pessoas se revezam, pelo sorteio dos inscritos, pela decisão, não pelo voto de maioria que divide, mas pela unanimidade que une.
Várias lutas pipocam aqui e ali, umas antigas, outras recentes. A dos bombeiros e professores no Rio; a luta dos trabalhadores por melhores salários; a luta contra as pequenas hidrelétricas no Pantanal; contra a construção de mega hidrelétricas no Amazonas, como Jirau, Belo Monte, Santo Antônio; a luta pela diminuição do salário dos políticos; a luta dos diferenciados em Higienópolis; a luta antimanicomial; a marcha contra a criminalização do uso da maconha em todo o Brasil; a luta pela preservação e respeito ao meio ambiente, a luta contra a violência policial; a luta antiglobalização; a luta por um salário mínimo coerente com o que determina a Constituição; a luta contra a obrigatoriedade do voto; a luta contra políticos corruptos e a corrupção na política; a luta pelo passe livre aos estudantes nos transportes públicos; a luta contra a opressão à mulher, a luta contra a exploração do trabalho infantil; a luta contra o preconceito aos gblt; a luta contra os fascistas; a luta pela autogestão das empresas pelos próprios trabalhadores; a luta pela democracia direta; contra o preconceito racial e regional; a luta indígena para obter suas terras de volta; são muitas as lutas. Mas a luta maior, e que abrange essas lutas listadas e outras justas embora não listadas, é a luta pela Democracia Real, a qual está em curso em todo o mundo e à qual precisamos nos juntar imediatamente pela ocupação de Praças e pelo exercício direto da Democracia, sem mesas, por uma Assembléia contínua, dia e noite acampados, onde as pessoas se revezam, pelo sorteio dos inscritos, pela decisão, não pelo voto de maioria que divide, mas pela unanimidade que une.
Seattle
O Movimento anti-globalização ganhou voz a partir de Seattle e espalhou-se mundo afora contra o G8, um grupo seleto de governantes títeres de corporações, degradando o meio ambiente e as vidas de quase 7 bilhões de pessoas em todo o mundo. Como é que isso pode ser chamado de democracia? É esse sistema representativo que atualmente prevalece em toda parte, inclusive no Brasil, que legitima essa injustiça, que . dá ao governante o poder de desencadear guerras, que propicia a manipulação das pessoas pelo voto a cada par de anos. Para dar um basta na destruição dos recursos naturais e para que a voz e os interesses do povo prevaleçam, esse sistema representativo tem que ser imediatamente substituído por Democracia Real.
A Revolução do Jasmim
A fraude nas eleições no Irã em 2009 e a brutal repressão governamental após a revolta popular, chamou a atenção em todo mundo árabe. O descontentamento por conta da alta no preço dos alimentos, do crescente desemprego, da concentração das riquezas nas mãos de poucos, deu origem à Revolução do Jasmim na Tunísia, à qual inspirou uma onda de protestos semelhantes em quase todos os países árabes.
A Revolução Mundial
Uma praça chamada Tahrir, no Cairo e outra chamada Syntagma em Atenas, vem atraindo os olhares das pessoas em todo o mundo pelo seu modus operandi. Cansados do desprezo que os políticos nutrem pelo povo fora dos dias que precedem às eleições, e vendo a situação cada vez mais grave no que diz respeito à deterioração da qualidade de vida da maior parte das pessoas, centenas de milhares de “indignados” em Madri e Barcelona, somaram-se às centenas de milhares de "ultrajados" em Atenas, e às centenas de milhares do Cairo.
O Movimento das Praças
O Movimento das Praças, assembléias absolutamente democráticas desenvolvidas fora do âmbito da manipulação partidária esquerdista ou direitista típica do atual sistema representativo, vêm atraindo pessoas honestas de todos os extratos sociais, na procura de soluções de problemas econômicos e sociais, e que os políticos, por suas medidas invariavelmente ditadas por banqueiros e corporações, apenas os agravam. Tais assembléias podem se localizar em áreas centrais de grandes cidades, em grandes praças tomadas pela população, e também em bairros onde as pessoas começam a aprender real democracia, participando dela, não em bancos escolares onde são incentivados a votar por professores estúpidos de formação esquerdista ou direitista.
sábado, 2 de julho de 2011
Syntagma 29.6.2011 Governantes e banqueiros mostram sua real face
Digam-me, expliquem-me, existe algo mais diabólico do que esse negócio que chamam de governo? De poder judiciário? De poder legislativo? De poder executivo? Existe algo mais falsificado do que isso que chamam democracia? Algo mais covarde do que forças armadas atacando pessoas desarmadas? Existe algo mais mentiroso do que imprensa mainstream? Algo mais maléfico ao bem estar público e à natureza do que bancos e corporações?
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Atenas, a capital do mundo
Os jovens agredidos nesse video não são apenas gregos, são humanos como você e eu. São cidadãos, estudantes, trabalhadores, querendo dignidade, desejando viver em paz com seus amigos e com sua família.
Mas, saiba, amigo. Não são apenas eles os massacrados, somos nós também. O regime opressivo que age dessa forma, atua assim igualmente aqui no Brasil ou em qualquer parte do mundo.
O sistema que oprime gregos é igual ao que massacra brasileiros, alemães, egípcios, sírios, iranianos, chineses, estadunidenses, bolivianos, norte e sul coreanos.
A melhor ação de solidariedade que podemos dar aos gregos que resistem na Praça Syntagma, e aos egípcios que se reúnem na Praça Tahrir, é seguir o exemplo deles. Saimos das gaiolas que nos aprisionam. Voltemos a ser humanos livres: Façamos como eles. O grande lance das Praças não é o comércio. A Praça não é propriedade de gente que só pensa em lucro. Sua vocação é bem mais nobre. A Praça é a ágora. Pertence primeiramente ao povo. Serve acima de tudo para o exercício pleno da cidadania.
Quem se arma até os dentes para atacar povo desarmado não pode ser classificado como humano, não pode nem mesmo ser classificado como animal vertebrado. Policial só pode ser comparado a verme que vive em meio às fezes no intestino humano.Títeres de banqueiros, de ladrões, daquilo que há de pior na sociedade, daquele que reivindica para si o título de representante do povo.
De braços dados, juntos, em todo o mundo, construamos uma nova e justa sociedade. Que esses policiais: assassinos a soldo de governantes, banqueiros e corporações, e todas estas coisas malditas tornem-se elementos do passado, e que não voltem nunca mais.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Coisas que a Dilma e os senadores não querem que você saiba
Fonte: aquivos do site esporte.gov.br!
ESTADO QUANTO PAGOU QUANTO RECEBEU
RN 1.423.354.053 5.094.159.613
CE 4.845.815,127 10.819.258.582
BA 9.830.083.697 17.275.802.517
PE 7.228.568.171 11.035.453.758
MT 2.080.530.301 3,864.140.162
-------------------------------------------------------------
Veja que esses 5 estados, mais recebem do que contribuem com o
governo e mesmo assim terão seus estádios contruidos com dinheiro público.
Na Bahia, por exemplo, a diferença alcança mais de 7 bilhões de reais.
-------------------------------------------------------------
AM 6.283.046.181 3.918.321.477
MG 26.555.017.385 17.075.765.819
RJ 101.964.282.068 16.005.043.355
-------------------------------------------------------------
Nestes 3, há superavit entre receitas e despesas. O Rio de Janeiro
por exemplo tem uma diferença a favor da ordem de 86 bilhões.
-------------------------------------------------------------
PR 21.686.569.502 9.219.952.960
RS 21.978.881.645 9.199.070.109
SP 204.151.379.293 22.737.265.407
-------------------------------------------------------------
Perceba que a diferença em São Paulo é de 181 bilhões.
Reflita sobre esses números e chegue à sua conclusão.
Mais: São Paulo contribui com 204 bilhões.
A soma de todos os outros estados da união é de 238 bilhões.
E a soma só dos estados que serão sede de Copa 200 bilhões.
Não consideramos aqui o Distrito Federal, onde o estádio de Brasília vai levar mais de 1 bilhão
Ou seja 438 bilhões sendo investidos como princípio, somos contra.
Gastar esse dinheiro público em obras privadas?
ACORDA DILMA!
--------------------------
Estamos precisando
-
Saúde!
Educação!
Hospitais!
--------------------------
Super farutamento de obras?
Orçamentos sigilosos?
Medidas provisorias?
-------------------------
O governo está a fazer o povo de imbecil
http://twitter.com/@LulzSecBrazil
irc.anonops.li #AntiSec - #LulzSecBrazil
ESTADO QUANTO PAGOU QUANTO RECEBEU
RN 1.423.354.053 5.094.159.613
CE 4.845.815,127 10.819.258.582
BA 9.830.083.697 17.275.802.517
PE 7.228.568.171 11.035.453.758
MT 2.080.530.301 3,864.140.162
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Veja que esses 5 estados, mais recebem do que contribuem com o
governo e mesmo assim terão seus estádios contruidos com dinheiro público.
Na Bahia, por exemplo, a diferença alcança mais de 7 bilhões de reais.
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AM 6.283.046.181 3.918.321.477
MG 26.555.017.385 17.075.765.819
RJ 101.964.282.068 16.005.043.355
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Nestes 3, há superavit entre receitas e despesas. O Rio de Janeiro
por exemplo tem uma diferença a favor da ordem de 86 bilhões.
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PR 21.686.569.502 9.219.952.960
RS 21.978.881.645 9.199.070.109
SP 204.151.379.293 22.737.265.407
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Perceba que a diferença em São Paulo é de 181 bilhões.
Reflita sobre esses números e chegue à sua conclusão.
Mais: São Paulo contribui com 204 bilhões.
A soma de todos os outros estados da união é de 238 bilhões.
E a soma só dos estados que serão sede de Copa 200 bilhões.
Não consideramos aqui o Distrito Federal, onde o estádio de Brasília vai levar mais de 1 bilhão
Ou seja 438 bilhões sendo investidos como princípio, somos contra.
Gastar esse dinheiro público em obras privadas?
ACORDA DILMA!
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Estamos precisando
-
Saúde!
Educação!
Hospitais!
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Super farutamento de obras?
Orçamentos sigilosos?
Medidas provisorias?
-------------------------
O governo está a fazer o povo de imbecil
http://twitter.com/@LulzSecBrazil
irc.anonops.li #AntiSec - #LulzSecBrazil
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Na Grécia, vemos a democracia em ação
O debate público dos ultrajados em Atenas constitui a fina flor da prática democrática na história recente da Europa
Praça Syntagma: O paralelo com a clássica ágora ateniense, há algumas centenas de metros dalí, é impressionante. Fotógrafo: Pascal Rossignol/Reuters
ATUALIZAÇÃO 18:30 O efeito da enorme manifestação de ontem e da perseverança pacífica dos "ultrajados" foi imediata: Conforme os relatos da mídia, o primeiro-ministro Papandreou aceitou o fracasso das suas políticas, pediu ao líder da oposição de direita a formação de um novo governo de unidade nacional, e ofereceu sua demissão. Independente do que acontecerá daqui para a frente, essa é a maior vitória da oposição anti-austeridade na Europa até o momento. O ponto central agora é a política que o novo governo adotará, e não quem estará à frente dela.
Quando Stéphane Hessel escreveu em Time for Outrage! que a mistura de indignação com injustiça geraria uma "insurreição pacífica", jamais imaginou que os indignados na Espanha e os aganaktismenoi (ultrajados) na Grécia, adotariam tão rápida e espetacularmente seu conselho.
A resistência grega diante das catastróficas medidas econômicas já era esperada. Ao longo da história moderna os gregos resistiram com determinação e sacrifício, tanto a ocupação estrangeira como a ditadura nacional. As medidas impostas pelo FMI, UE e Banco Central Europeu, com pleno acordo, ou mesmo convite, do governo grego, resultaram no 11º dia de greve geral, variadas greves regionais e atos criativos de resistência. A midia (nacional e estrangeira) avidamente relata confrontos entre jovens e tropa de choque, e as grandes manifestações apimentadas que deixaram uma espessa nuvem de gás lacrimogêneo pairando sobre Atenas. Liderados pelos partidos de esquerda e alguns sindicatos, estes protestos ofuscaram as manifestações anti-austeridade do resto da Europa. Mas a incansável campanha de intimidação implementada pela mídia do establishment, especialistas e intelectuais da elite, espalhou medo e sentimento de culpa na maioria da população, e logo consegui limitar sua resistência.
Porém, três semanas atrás as coisas mudaram. Uma multidão heterogênea de homens e mulheres ultrajados de todas as ideologias, idades, profissões, incluindo os muitos desempregados, começaram a ocupar Syntagma, a praça central de Atenas, situada em frente ao parlamento, a área ao redor da Torre Branca em Tessalônica, e espaços públicos em outras grandes cidades. As ocupações diárias e manifestações, por vezes envolvendo mais de 100 mil pessoas, tem sido pacíficas, com a polícia observando à distância.
Autodenominando-se "ultrajados", eles denunciam o injusto empobrecimento dos trabalhadores gregos, a perda de soberania que transformou o país num feudo neocolonial de banqueiros, e a destruição da democracia. Sua exigência comum é que essas elites políticas e corruptas que governaram o país durante os últimos 30 anos e que lançaram a nação à beira do colapso, devem sair. Até mesmo os partidos políticos e as bandeiras ideológicas são refutadas.
Milhares de pessoas se reúnem diariamente na Praça Syntagma para discutir os próximos passos. Os paralelos com a clássica ágora ateniense, há algumas centenas de metros dali, são impressionantes. Aqueles que se inscrevem para dizer algo recebem uma senha que, caso sorteada, o autoriza a subir ao palanque para falar durante dois minutos (para permitir o maior número possível de contribuições). A assembléia transcorre de forma eficiente sem a disputa habitual pela palavra. Os temas abordam questões organizacionais para novos tipos de resistência, solidariedade internacional, e alternativas às medidas catastroficamente injustas. Mas nem tudo é proposta e disputa. Em bem organizados debates semanais, são convidados economistas, juristas e filósofos políticos para que apresentem alternativas no combate à crise.
Isto é democracia em ação. As opiniões do desempregado e do professor universitário são apresentadas mesmo tempo, discutidas com o mesmo vigor e postas ao escrutínio para aprovação. O ultrajado resgatou a praça das atividades comerciais transformando-a em espaço real de interação pública. O costumeiro ato de ver TV ao entardecer e à noite foi abandonado e substituído por juntar-se aos outros e discutir o bem comum. Se a democracia é o poder do "demos" - o governo daqueles que não tem qualificação específica para governar, nem poder, riqueza ou conhecimento - isso é o que mais se aproxima de prática democrática na história recente da Europa.
Os debates altamente articulados na Praça Syntagma têm desacreditado o mantra banal de que a maioria das questões de ordem pública são demasiado técnicas para as pessoas comuns e que devem ser deixados aos peritos. A constatação de que as decisões assembleárias têm mais representatividade do que as de qualquer líder, uma crença constitutiva da ágora clássica que agora retorna a Atenas. Os ultrajados demonstram que a democracia parlamentar deve ser suplementada pela sua versão mais direta. É um lembrete oportuno, pois a crença na representação política está em cheque em toda a Europa.
A resposta do governo Pasok tem sido vergonhosamente silenciada até agora. Propagandistas do establishment colocam toda culpa nas manifestações e na violência provocada pela esquerda dividida. Essa tática, porém, não funciona com os indignados, que vêm de todos os partidos e de nenhum. Costura-se uma proposta visando interromper as votações do parlamento enquanto novas medidas seriam implementadas pelo presidente George Papandreou em concordância com os banqueiros e a chanceler alemã, Angela Merkel, que estenderia e expandiria a atual recessão e o aumento do desemprego até 2015, pelo menos - um remédio pior que a doença. A reação a estas medidas será o ponto alto do confronto entre os "inseridos" e ultrajados, agora entrando em sua fase final. Hoje, a multidão reunida diariamente na Praça Syntagma une forças com os sindicatos numa greve geral e no cerco ao parlamento.
Syntagma agora se assemelha mais à Tahrir no Cairo do que à Puerta del Sol em Madri. A experiência dessa labuta diária e do confronto com o parlamento mudou a política da Grécia para o bem e arrepiou, pela primeira vez, o cabelo das elites. Em grego, a palavra stasis significa uma postura ereta, assim como revolta ou insurreição. A praça recebeu esse nome depois das manifestações do século XIX, que exigiram uma Constituição (Syntagma) do rei. É exatamente isso que os ultrajados repetem hoje, eles estão de pé, exigindo um novo arranjo político para livrá-los da dominação neoliberal e da corrupção política.
Artigo extraído de http://goo.gl/lf480, traduzido pelo Google, rapidamente revisado e aqui republicado. Qualquer sugestão para aprimorar essa tradução será bem-vinda.
sábado, 11 de junho de 2011
A História de Sua Escravidão
Nós só podemos ser mantidos em gaiolas que não vemos. Uma breve história da escravidão humana.
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