Nem um e nem outro!
E o rapaz mascarado respondeu que "vandalismo é o que fazem nas escolas, cheias de gente sem educação", e depois arrematou que "manifestação pacífica é passeio pela cidade". E está certo!
Mas aqui também cabe algumas considerações:
Quando um grupo sai às ruas com uma causa justa e a polícia baixa o pau, a tendência é a população aderir, e quanto maior a violência policial maior será a solidariedade por parte do povo. E essa postura de sair às ruas em massa revela um desejo de mudança que pode evoluir para assembleias suficientemente massivas a ponto de diluir os poderes da Democracia Representativa e progressivamente instituir a Democracia Direta.
Quando um grupo sai às ruas quebrando vidraças e a polícia baixa o pau, e o grupo corre em debandada, a tendência é a população não aderir. Não se trata aqui de defender o chamado "pacifismo". Pacifismo é coisa de UPPs do Rio. Pacifismo são capacetes azuis da ONU. Pacifismo são tropas do governo dos Estados Unidos invadindo o Iraque. Pacifismo é a tal Guerra Contra as Drogas na América Latina.
Não se trata aqui de defender o chamado "moralismo". Moralismo é coisa de partido político que quer apenas preservar a aparência. Moralismo é coisa de marqueteiro. Moralismo é prática de político profissional que pensa apenas no voto antes da eleição e que depois de eleito pensa apenas em roubar. Moralismo é chamar-se Papa Bergoglio e mudar nome para Francisco. Moralismo é Zé Dirceu dizendo na surdina para Hélio Bicudo que "bolsa família significa 40 milhões de votos".
Não se trata aqui nem de pacifismo nem de moralismo. Há uma diferença diametral entre "manifestação pacífica" e "manifestação não-violenta ativa".
Realmente, "manifestação pacífica" é mesmo um passeio. É simplesmente sair caminhando pela cidade cantando mil slogans diferentes. É como expor uma lente ao sol sem estabelecer um foco. É como dizer ao poder estabelecido que há descontentamento mas sem defini-lo com clareza. É como um bebê chorando de manha. E pior que tudo, pacifismo é sair pelas ruas em 7 de setembro posando para agências de propaganda pagas a peso de ouro, para gravar cenas que serão usadas futuramente na TV no horário eleitoral por candidatos a deputado federal, governador e presidente da república!
Já a "manifestação não-violenta ativa" é completamente diferente. Trata-se de tática. Tática de guerra contra o Sistema. A desobediência ativa não-violenta pode ter mais poder do que mil bombas atômicas! Há um foco bem definido. Pode ser, por exemplo, a exigência de tarifa zero em ônibus, trem e metrô, em todo o município de São Paulo. O grau de organização pode ser tal que já não adianta mais qualquer tipo de repressão policial, bombas de gás, balas de borracha ou de chumbo. A maioria não corre diante da agressão. Há determinação e disposição. Diante da brutalidade policial os manifestantes sentam-se no chão, e por mais que sejam agredidos não saem em fuga. E quanto mais a polícia bater, agredir, ferir, até mesmo matar, mais perto ficará a vitória pois a ideia não morre. Essa tática é simples. Mas como diz o provérbio chines "simples não quer dizer fácil"!
Fácil é juntar-se a um grupo pequeno vestido de preto, cobrir o rosto com uma bandana, e misturar-se ao grupo maior que não tem medo de mostrar a cara, para depois quebrar vidraças, lançar molotov contra a polícia e sair correndo como um cão danado. É espetacular quebrar vidraças? É! É espetacular lançar molotov contra a tropa de choque? É! Mas tudo começa e termina no espetacular. Quando alguém quebra uma vidraça com pedras, barras de ferro, e depois corre, é porque sabe que praticou uma atitude inconsequente. Quando alguém lança um coquetel molotov contra a PM, e depois corre, está apenas fazendo um showzinho para chamar a atenção sobre si mesmo. É uma atitude tão infantil como apertar a campainha das casas e sair correndo. Não muda nada! Não faz a luta avançar! Não atrai adesão em massa!
Se queremos juntar os amigos para mostrar no youtube e dizer: "esse aqui quebrando a vidraça sou eu", ou "esse ali tacando o molotov nos coxas sou eu, cara!". Então continuemos fazendo isso. Quebra e corre. Taca e corre. Junta os amigos e mostra. Até cansarmos ou enjoarmos. Ou até sermos presos.
Mas se queremos de fato virar essa sociedade de cabeça para baixo, derrubar os podres poderes judiciários, legislativos, executivos, midiáticos, e instituir a democracia direta, temos que fazer bem mais do que lançar objetos em coisas ou pessoas e sair em debandada!
Quebrar vidraças apenas aquece a indústria vidraceira e seu comércio. Lançar molotov em policiais apenas fornece desculpas para eles colocarem em prática a única coisa que sabem fazer e para a qual foram treinados: ferir e matar.
Vandalizemos o Sistema Representativo em prol da construção da Democracia Direta. Vandalizemos o Sistema Mercantil Totalitário em prol do controle dos meios de produção e de vida pelo povo soberano.
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sábado, 27 de julho de 2013
Sem Vandalismo ou Sem Pacifismo?
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quinta-feira, 25 de julho de 2013
O ÚLTIMO BASTIÃO: BANDEIRAS, PEDRAS E MOLOTOVS
O ÚLTIMO BASTIÃO: BANDEIRAS, PEDRAS E MOLOTOVS
“Se não podes ser forte e não sabes ser débil, serás derrotado.” Sun Tzu – A Arte da Guerra
Está claro que democracia supõe a livre manifestação das minorias. Está também claro que há limites para a paciência do homem comum, da mesma forma que há um ponto de saturação quando o sal não mais se dissolve na água.
Quando, no 7º Ato Contra o Aumento das Tarifas, em 20 de junho, a multidão na Paulista clamou aos partidos para que abaixassem suas bandeiras partidárias, não o fez no sentido de podar o direito de livre manifestação. Agiu no senso comum de espantar um intruso que saltou sobre os ombros de um movimento que se dirigia em direção oposta à vontade do intruso.
O que motivou a multidão a rejeitar as bandeiras partidárias?
Foram necessários 6 grandes Atos para que as 4 esferas de poder, municipal, estadual, federal e imprensa, percebessem que a luta pela redução das tarifas havia extravasado espaços geográficos restritos e alcançado todo território nacional. A voz de comando saíra do domínio do MPL, que já sabia disso no dia anterior quando deixou vazar que a batalha pela revogação do aumento da tarifa havia sido ganha, e que dali para a frente o patamar seria outro e o campo de ação mais amplo. Houve até um momento de dúvida sobre a realização o não do 7º ato, que acabou sendo confirmado como um momento de comemoração. A multidão de manifestantes rejeitou bandeiras partidárias no 7º ato porque já vinha sistematicamente fazendo isso nos atos anteriores, num sonoro não ao flagrante oportunismo dos partidos, que, comandados por marqueteiros como João Santana, que não por acaso é conhecido pela alcunha de Tio Patinhas, lançam mão de todo e qualquer artifício para alcançar sucesso em seus projetos de poder sobre o povo. O dístico "IHH, FUDEU, O POVO APARECEU!", passou a ser repetido com entusiasmo por inteligente unanimidade de Norte a Sul e de Leste a Oeste não apenas pelas capitais, mas por todo os municípios do país. Jô Soares disse que essa frase fala por si e que dispensa qualquer interpretação, e estava certo. O aparecimento do povo é o aparecimento do soberano. E diante do soberano naufragam todos os navios dos partidos, como sempre, abarrotados de ratos das mais variadas colorações e possuídos pelos típicos e históricos posicionamentos em relação ao poder.
O que motivou os partidos a alçar suas bandeiras partidárias no 7º Ato Contra o Aumento das Tarifas?
Os grandes derrotados nesse embate pela redução das tarifas foram os 4 poderes acima descritos. Vamos considerá-los um a um.
1. A midia mainstream até onde pode ridicularizou os manifestantes. Em alguns editoriais chegaram a pedir que a polícia aumentasse a repressão contra "aqueles baderneiros", e nisso foram ouvidos. Indignada, a população sentiu-se ofendida e passou a enviar emails e tweets aos âncoras, comentaristas, editorialistas das TVs relatando os fatos com fotos e videos demonstrando cabalmente quem era de fato o baderneiro: a repressão governamental.
2. O governo federal, como de praxe, manteve-se distante e indiferente. Agiu como um cão com o osso do poder entre os dentes. Monopolizando o acesso aos cofres públicos, que já acumulavam cerca de R$800 bilhões de janeiro a junho, e usando esse dinheiro em benefício particular. Do ponto de vista do governo, sair às ruas reivindicando supressão de R$ 0,20 ou R$ 0,10 ou R$ 0,30, no aumento das tarifas, era certamente coisa orquestrada por vândalos.
3. O governo estadual, armado e venerado por PMs assassinos institucionalizados como a ROTA, por policiais civis corruptos cristalizados como o DENARC, não pensou duas vezes antes de brutalizar pessoas que, de forma crescente, desafiaram seu poder nas ruas.
4. Por último, o governo municipal, o mais derrotado entre os derrotados. Haddad foi eleito numa composição política destituída de todo e qualquer sentido de ética e decência. Abdicação essa que, diga-se de passagem, tornou-se condição sine qua non para qualquer composição ou partido chegar ao poder. Há muito tempo desapareceram os projetos políticos em que a democracia reina e prevalece. O que vale são conchavos, muito, muito dinheiro. Marqueteiro político virou sinônimo de mercenário. Para o mercantilista e para o mercenário o que importa é destruir o concorrente. Quem manda é aquele que "não é fraco". Quem dá as cartas é aquele que tem poder. Quem dá a direção é aquele que tem dinheiro. Nesse campo palavras como ética, integridade, caráter, são motivos de piada. O recém-nascido e tão aguardado governo municipal do PT assumiu caras de natimorto. Ficou patente para a população de São Paulo que não haveria mudança. Haddad revelou-se a liquidificação resultante dos governos Maluf, Marta, Kassab.
Diante desse quadro negativo, Rui Falcão, como bom cão obediente aos seus donos, e seguindo as diretrizes vindas de cima, ordenou aos seus vassalos bem alimentados com dinheiro de ONGs e mal alimentados com bolsas família a ir para as ruas num gesto, no mínimo, tresloucado. Regado por marqueteiros, ele arriscou duas possibilidades. A primeira: "Aqueles manifestantes idiotas e despolitizados, felizes com o desconto de R$ 0,20 nas tarifas, nem iriam perceber nossas bandeiras partidárias gerando imagens preciosas na propaganda para as próximas eleições para o governo do Estado e da Federação".. A segunda: "Se nossas bandeiras partidárias forem rejeitadas pelos manifestantes agiremos da mesma forma que fazemos com a imprensa que ousa atacar nossos corruptos. Vamos chamá-los de antidemocráticos, direitistas, golpistas".
As pedras e os molotovs
Do lado dos manifestantes também há que se levantar autocríticas. Ações diretas como lançar pedras contra vidraças de agências bancárias e câmaras de vereadores, saques, etc., ou atirar coquetéis molotov contra as forças armadas do governo corrupto e repressor pode e deve ser encarado como o momento de saturação no qual a sociedade perde a capacidade de diluir e absorver os efeitos da corrupção consequente do crescente estrangulamento do sistema mercantil totalitário.
O fato da sociedade perder a solubilidade implica na ausência de governabilidade. Significa que o sistema representativo faliu. Que o povo disse basta! Mas mesmo diante dessa situação é necessário substituir o sistema fracassado por alguma outra coisa. Afinal, a vida continua. O cadáver da democracia representativa tem que ser enterrado e substituído por algo mais progressista, mais avançado. Essa é a grande questão.
Do ponto de vista tático, nessa altura do campeonato, é inteiramente inútil, quebrar vidraças de bancos ou de lojas. A insatisfação já foi demonstrada e repercutiu até mesmo no exterior. Pelo mundo inteiro ecoou o grande basta! do povo brasileiro. Continuar quebrando vidraças apenas irá aquecer a indústria e o comércio das vidraçarias. Vidraças quebradas não quebram bancos nem abalam parlamentos, palácios de governo ou de "justiça".
Da mesma forma, atirar molotovs contra policiais é tão contraproducente que o próprio Cabral, pelo que tudo indica, ordenou P2 a fazer isso segunda-feira última, para justificar a repressão contra o povo que protesta contra o crônico e incurável desperdício do dinheiro público praticado pelo sistema de governo representativo.
Batalhas importantes podem vencidas mediante a ação direta não violenta ou não-violência ativa, que pode ser implementada tanto por núcleos pequenos de 3 pessoas ou mais, como por multidões auto-organizadas compostas por centenas de milhares a milhões de pessoas.
“Se não podes ser forte e não sabes ser débil, serás derrotado.” Sun Tzu – A Arte da Guerra
Está claro que democracia supõe a livre manifestação das minorias. Está também claro que há limites para a paciência do homem comum, da mesma forma que há um ponto de saturação quando o sal não mais se dissolve na água.
Quando, no 7º Ato Contra o Aumento das Tarifas, em 20 de junho, a multidão na Paulista clamou aos partidos para que abaixassem suas bandeiras partidárias, não o fez no sentido de podar o direito de livre manifestação. Agiu no senso comum de espantar um intruso que saltou sobre os ombros de um movimento que se dirigia em direção oposta à vontade do intruso.
O que motivou a multidão a rejeitar as bandeiras partidárias?
Foram necessários 6 grandes Atos para que as 4 esferas de poder, municipal, estadual, federal e imprensa, percebessem que a luta pela redução das tarifas havia extravasado espaços geográficos restritos e alcançado todo território nacional. A voz de comando saíra do domínio do MPL, que já sabia disso no dia anterior quando deixou vazar que a batalha pela revogação do aumento da tarifa havia sido ganha, e que dali para a frente o patamar seria outro e o campo de ação mais amplo. Houve até um momento de dúvida sobre a realização o não do 7º ato, que acabou sendo confirmado como um momento de comemoração. A multidão de manifestantes rejeitou bandeiras partidárias no 7º ato porque já vinha sistematicamente fazendo isso nos atos anteriores, num sonoro não ao flagrante oportunismo dos partidos, que, comandados por marqueteiros como João Santana, que não por acaso é conhecido pela alcunha de Tio Patinhas, lançam mão de todo e qualquer artifício para alcançar sucesso em seus projetos de poder sobre o povo. O dístico "IHH, FUDEU, O POVO APARECEU!", passou a ser repetido com entusiasmo por inteligente unanimidade de Norte a Sul e de Leste a Oeste não apenas pelas capitais, mas por todo os municípios do país. Jô Soares disse que essa frase fala por si e que dispensa qualquer interpretação, e estava certo. O aparecimento do povo é o aparecimento do soberano. E diante do soberano naufragam todos os navios dos partidos, como sempre, abarrotados de ratos das mais variadas colorações e possuídos pelos típicos e históricos posicionamentos em relação ao poder.
O que motivou os partidos a alçar suas bandeiras partidárias no 7º Ato Contra o Aumento das Tarifas?
Os grandes derrotados nesse embate pela redução das tarifas foram os 4 poderes acima descritos. Vamos considerá-los um a um.
1. A midia mainstream até onde pode ridicularizou os manifestantes. Em alguns editoriais chegaram a pedir que a polícia aumentasse a repressão contra "aqueles baderneiros", e nisso foram ouvidos. Indignada, a população sentiu-se ofendida e passou a enviar emails e tweets aos âncoras, comentaristas, editorialistas das TVs relatando os fatos com fotos e videos demonstrando cabalmente quem era de fato o baderneiro: a repressão governamental.
2. O governo federal, como de praxe, manteve-se distante e indiferente. Agiu como um cão com o osso do poder entre os dentes. Monopolizando o acesso aos cofres públicos, que já acumulavam cerca de R$800 bilhões de janeiro a junho, e usando esse dinheiro em benefício particular. Do ponto de vista do governo, sair às ruas reivindicando supressão de R$ 0,20 ou R$ 0,10 ou R$ 0,30, no aumento das tarifas, era certamente coisa orquestrada por vândalos.
3. O governo estadual, armado e venerado por PMs assassinos institucionalizados como a ROTA, por policiais civis corruptos cristalizados como o DENARC, não pensou duas vezes antes de brutalizar pessoas que, de forma crescente, desafiaram seu poder nas ruas.
4. Por último, o governo municipal, o mais derrotado entre os derrotados. Haddad foi eleito numa composição política destituída de todo e qualquer sentido de ética e decência. Abdicação essa que, diga-se de passagem, tornou-se condição sine qua non para qualquer composição ou partido chegar ao poder. Há muito tempo desapareceram os projetos políticos em que a democracia reina e prevalece. O que vale são conchavos, muito, muito dinheiro. Marqueteiro político virou sinônimo de mercenário. Para o mercantilista e para o mercenário o que importa é destruir o concorrente. Quem manda é aquele que "não é fraco". Quem dá as cartas é aquele que tem poder. Quem dá a direção é aquele que tem dinheiro. Nesse campo palavras como ética, integridade, caráter, são motivos de piada. O recém-nascido e tão aguardado governo municipal do PT assumiu caras de natimorto. Ficou patente para a população de São Paulo que não haveria mudança. Haddad revelou-se a liquidificação resultante dos governos Maluf, Marta, Kassab.
Diante desse quadro negativo, Rui Falcão, como bom cão obediente aos seus donos, e seguindo as diretrizes vindas de cima, ordenou aos seus vassalos bem alimentados com dinheiro de ONGs e mal alimentados com bolsas família a ir para as ruas num gesto, no mínimo, tresloucado. Regado por marqueteiros, ele arriscou duas possibilidades. A primeira: "Aqueles manifestantes idiotas e despolitizados, felizes com o desconto de R$ 0,20 nas tarifas, nem iriam perceber nossas bandeiras partidárias gerando imagens preciosas na propaganda para as próximas eleições para o governo do Estado e da Federação".. A segunda: "Se nossas bandeiras partidárias forem rejeitadas pelos manifestantes agiremos da mesma forma que fazemos com a imprensa que ousa atacar nossos corruptos. Vamos chamá-los de antidemocráticos, direitistas, golpistas".
As pedras e os molotovs
Do lado dos manifestantes também há que se levantar autocríticas. Ações diretas como lançar pedras contra vidraças de agências bancárias e câmaras de vereadores, saques, etc., ou atirar coquetéis molotov contra as forças armadas do governo corrupto e repressor pode e deve ser encarado como o momento de saturação no qual a sociedade perde a capacidade de diluir e absorver os efeitos da corrupção consequente do crescente estrangulamento do sistema mercantil totalitário.
O fato da sociedade perder a solubilidade implica na ausência de governabilidade. Significa que o sistema representativo faliu. Que o povo disse basta! Mas mesmo diante dessa situação é necessário substituir o sistema fracassado por alguma outra coisa. Afinal, a vida continua. O cadáver da democracia representativa tem que ser enterrado e substituído por algo mais progressista, mais avançado. Essa é a grande questão.
Do ponto de vista tático, nessa altura do campeonato, é inteiramente inútil, quebrar vidraças de bancos ou de lojas. A insatisfação já foi demonstrada e repercutiu até mesmo no exterior. Pelo mundo inteiro ecoou o grande basta! do povo brasileiro. Continuar quebrando vidraças apenas irá aquecer a indústria e o comércio das vidraçarias. Vidraças quebradas não quebram bancos nem abalam parlamentos, palácios de governo ou de "justiça".
Da mesma forma, atirar molotovs contra policiais é tão contraproducente que o próprio Cabral, pelo que tudo indica, ordenou P2 a fazer isso segunda-feira última, para justificar a repressão contra o povo que protesta contra o crônico e incurável desperdício do dinheiro público praticado pelo sistema de governo representativo.
Batalhas importantes podem vencidas mediante a ação direta não violenta ou não-violência ativa, que pode ser implementada tanto por núcleos pequenos de 3 pessoas ou mais, como por multidões auto-organizadas compostas por centenas de milhares a milhões de pessoas.
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
Passe Livre: remédio para o congestionamento nas ruas de São Paulo
São Paulo é hoje uma metrópole destruída, feia, doente.
Seus corredores viários são artérias congestionadas.
A cidade está à beira do colapso.
A implantação do Passe Livre em metrô, ônibus e trem traria racionalidade à circulação em todo o município.
O sistema de transporte de ônibus na cidade custa R$ 6 bilhões por ano.
O subsídio municipal para o transporte custaria em torno de meio bilhão.
Atualmente 11/12 dos custos são bancados pelos próprios usuários.
Esses números revelam que se os sistemas de saúde e educação públicos andam mal, o sistema de transporte público está na estaca zero.
A implantação do Passe Livre reduziria o custo do transporte.
Otimizaria e racionalizaria linhas e trajetos.
Permitira várias conexões.
Acabaria com congestionamentos de ônibus em corredores exclusivos.
Permitiria maior fluidez na circulação de passageiros.
Acabaria com a ociosidade no uso dos veículos.
O Passe Livre daria fim aos custos de cobrança de tarifas e reduziria os de fiscalização.
São Paulo tem um orçamento de mais de R$ 40 bilhões. Há gente experiente no ramo que sustenta que implantar o Passe Livre representaria menos de 4 bilhões.
Recursos públicos que hoje são fonte de lucro para empresas privadas, seriam aplicados diretamente no Sistema de Passe Livre.
Cide + IPVA + IPTU = Recursos para o Passe Livre.
Analistas de sistema e programadores poderiam elaborar aplicativos simulando o fluxo de veículos de forma análoga ao fluxo de sangue num corpo humano sadio, e implantá-los na vida real, de forma que avenidas mais largas comportariam de preferência veículos maiores, e assim por diante, com corredores mais estreitos dando lugar a vans. E a circulação de automóveis progressivamente se restringindo a redes de ruas secundárias interligadas. Outras ruas seriam exclusivas a bicicletas e pedestres.
Antes de qualquer comentário exaltado, quero alertar que todo o exposto acima é apenas um exemplo que pode ou não ser de alguma forma aproveitado, mera sugestão, uma geral, singela e rápida contribuição para um debate no qual toda a população eventualmente interessada seria convidada a participar, nas escolas, universidades, praças. Num processo realmente democrático de baixo para cima. Num emanar criativo de idéias, radicalmente diferente da mesmice de -- a cada dois ou quatro anos -- escolha de nomes de políticos profissionais cujo alvo principal é, em maior ou menor grau, alcançar poder para governar a vida das pessoas, fama para abastecer seu ego, e dinheiro para abarrotar seus cofres.
Seus corredores viários são artérias congestionadas.
A cidade está à beira do colapso.
A implantação do Passe Livre em metrô, ônibus e trem traria racionalidade à circulação em todo o município.
O sistema de transporte de ônibus na cidade custa R$ 6 bilhões por ano.
O subsídio municipal para o transporte custaria em torno de meio bilhão.
Atualmente 11/12 dos custos são bancados pelos próprios usuários.
Esses números revelam que se os sistemas de saúde e educação públicos andam mal, o sistema de transporte público está na estaca zero.
A implantação do Passe Livre reduziria o custo do transporte.
Otimizaria e racionalizaria linhas e trajetos.
Permitira várias conexões.
Acabaria com congestionamentos de ônibus em corredores exclusivos.
Permitiria maior fluidez na circulação de passageiros.
Acabaria com a ociosidade no uso dos veículos.
O Passe Livre daria fim aos custos de cobrança de tarifas e reduziria os de fiscalização.
São Paulo tem um orçamento de mais de R$ 40 bilhões. Há gente experiente no ramo que sustenta que implantar o Passe Livre representaria menos de 4 bilhões.
Recursos públicos que hoje são fonte de lucro para empresas privadas, seriam aplicados diretamente no Sistema de Passe Livre.
Cide + IPVA + IPTU = Recursos para o Passe Livre.
Analistas de sistema e programadores poderiam elaborar aplicativos simulando o fluxo de veículos de forma análoga ao fluxo de sangue num corpo humano sadio, e implantá-los na vida real, de forma que avenidas mais largas comportariam de preferência veículos maiores, e assim por diante, com corredores mais estreitos dando lugar a vans. E a circulação de automóveis progressivamente se restringindo a redes de ruas secundárias interligadas. Outras ruas seriam exclusivas a bicicletas e pedestres.
Antes de qualquer comentário exaltado, quero alertar que todo o exposto acima é apenas um exemplo que pode ou não ser de alguma forma aproveitado, mera sugestão, uma geral, singela e rápida contribuição para um debate no qual toda a população eventualmente interessada seria convidada a participar, nas escolas, universidades, praças. Num processo realmente democrático de baixo para cima. Num emanar criativo de idéias, radicalmente diferente da mesmice de -- a cada dois ou quatro anos -- escolha de nomes de políticos profissionais cujo alvo principal é, em maior ou menor grau, alcançar poder para governar a vida das pessoas, fama para abastecer seu ego, e dinheiro para abarrotar seus cofres.
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